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Os ensaios de determinação da digestibilidade in vitro são mais rápidos, práticos e econômicos quando comparados aos ensaios in vivo. Este estudo objetivou identificar e avaliar diferentes técnicas de determinação in vitro para coelhos, determinando a degradabilidade, digestibilidade, produção de gases e cinética de fermentação. Foram utilizados sete grupos de coelhos doadores, compostos cada um por três animais de 75 dias de idade, que recebiam sete diferentes dietas experimentais divididas em tradicional, simplificada e semi-simplificadas. A avaliação dos métodos de digestibilidade in vitro foi realizada através de dois métodos. O primeiro consistiu do método in vitro de produção de gases onde cada grupo forneceu material para uma repetição de todas as dietas experimentais avaliadas (tratamentos), sendo consideradas 49 unidades experimentais. Foi medida a pressão em intervalos previamente definidos e através de equação matemática se determinou o Volume de Gases Produzido (VGP). Foram determinadas também a correlação entre a digestibilidade in vivo e a degradabilidade in vitro bem como entre a digestibilidade in vivo e o VGP. O segundo método in vitro consistiu do tradicional de duas etapas, modificado de tal forma que foram utilizadas quatro diferentes técnicas, sendo modificados o tempo da primeira fase (12 ou 24h) e o meio para execução da segunda fase (digestão ácida com pepsina ou digestão com o detergente neutro). Como inóculo, foi utilizada mistura de material colhido a partir do ceco de coelhos de 75 dias de idade. Foram avaliadas sete dietas experimentais sendo uma tradicional, uma simplificada e cinco semi-simplificadas. Para obtenção dos valores base foi realizado experimento in vivo, antes da determinação in vitro. Ao estudo da modificação do tradicional método de duas etapas, foram feitas somente comparações descritivas e regressão simples. Foram observadas diferenças significativas entre a degradabilidade da matéria seca e degradabilidade da matéria orgânica, bem como para o volume de gases produzidos. A dieta referência apresentou os maiores valores de degradabilidade in vitro bem como de VGP. As equações de regressão linear encontradas apresentaram elevado coeficiente de determinação, indicando a possibilidade de utilização da técnica de produção de gases. Em relação às modificações propostas ao método de digestibilidade in vitro proposto por Tilley e Terry, dentre as metodologias testadas, a de 12 h de fermentação, com posterior digestão ácida com pepsina, apresentou maior similaridade com os valores in vivo. A partir da regressão linear, foi verificada alta correlação entre os dados de digestibilidade in vivo e de digestibilidade in vitro obtidos em todas as metodologias. Os métodos de digestibilidade in vitro se mostraram eficientes na avaliação dos alimentos para coelhos.

 

Publicado em Volume 6, n. 1, 2014

Objetivou-se neste estudo avaliar a eficácia da administração do Nim indiano associado à alimentação de coelhos pós desmame, avaliando o ganho de peso médio diário e aferindo a produção de esterco, uma vez que não se encontram informações científicas das ações do Nim para esta espécie. Foram utilizados 24 coelhos mestiços desmamados com 30 dias de idade, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e seis repetições, os quais foram constituídos por ração sem Nim (Nim 0g), ração com 3g de Nim desidratado (Nim 3g), ração com 6g de Nim desidratado (Nim 6g) e ração com 9g de Nim desidratado (Nim 9g). Os coelhos e a ração foram pesados para obtenção do ganho médio diário de peso, e as fezes foram quantificadas diariamente, utilizando-se sombrite sob as gaiolas, para posteriormente, serem analisadas quanto à sua composição bromatológica. Não houve diferença entre os tratamentos avaliados quanto ao ganho médio diário. A análise do esterco revelou grande riqueza de minerais. A inclusão de doses crescentes da folha de Nim desidratado não influenciam o ganho médio diário de peso dos coelhos em crescimento. Novos trabalhos considerando maior número de animais bem como avaliando outros parâmetros produtivos devem ser realizados para melhor elucidação dos dados.

 

Publicado em Volume 7, n. 1, 2015
Quinta, 19 Dezembro 2019 13:44

Enriquecimento ambiental na gestação de coelhas

Pesquisas envolvendo enriquecimento ambiental crescem a fim de auxiliar o bem-estar de animais confinados. Dessa forma, a proposta deste trabalho foi avaliar o uso de diferentes espécies de madeiras como enriquecimento ambiental durante a gestação de coelhas e no desenvolvimento dos láparos. Os tratamentos envolveram 49 fêmeas distribuídas como: 1- Cedro rosa (Cedrela fissilis); 2- Peroba do norte (Goupia glabra); 3- Jatobá (Hymenaea courbaril); 4- Imbuia (Ocotea porosa) e 5- grupo controle. Não houve diferenças significativas (p > 0,05) para peso das matrizes pós-parto, peso dos láparos ao nascer, peso dos coelhos ao desmame, número de láparos nascidos e número de coelhos desmamados, quantidade de pelo retirado, parto dentro ou fora do ninho, mortalidade, duração da gestação e quantidade de madeira roída. Os pesos das matrizes ao desmame diferiu, sendo maior no tratamento com jatobá diferindo do cedro (p > 0,05). A utilização desses tipos de madeiras não resultou em impactos negativos no desempenho das coelhas ou dos láparos, indicando que seu uso como enriquecimento ambiental não afeta os aspectos produtivos das fêmeas e láparos.

 

Publicado em Volume 7, n. 1, 2015
Quinta, 19 Dezembro 2019 13:40

Opinião: A cunicultura Pet no Brasil

A cunicultura pet no Brasil está em constante crescimento, porém este crescimento ainda não está atrelado às necessidades de bem-estar, sanidade, manejo e padronização de raças. É preciso que haja maior coordenação das ações para que o mercado cresça de forma planejada e sustentável.

 

Publicado em Volume 7, n. 1, 2015

Este trabalho tem por objetivo principal apresentar um panorama da atividade cunícula em Santa Catarina. O estudo buscou diagnosticar o setor de produção e mercado consumidor da carne de coelho no Estado. A partir de uma revisão bibliográfica sobre o tema. Aplicaram-se entrevistas a campo com os produtores, comerciantes e representante de associação do setor. Os resultados evidenciam que há diversidade nos sistemas de produção em efeito da região geográfica abordada, finalidade da produção e características culturais. Em consequência identificou-se que as potencialidades e limitações da atividade são diversificadas a níveis regionais. Apontou-se que o consumidor reconhece a carne de coelho como um produto saudável, mas, o consumo ainda é inexpressivo, se comparada à demanda por outras carnes consumidas no Estado. Identificou-se também a falta de encadeamento entre os elos da cadeia de produção cunícula, o que demonstra a necessidade de articular os segmentos, para que se criem estratégias em rede, fomentando assim, um sistema de produção competitivo para o agronegócio cunícula catarinense.

 

Publicado em Volume 7, n. 1, 2015

This research was carried out in order to assess the effect of including Purslane (Portulaca oleracea) on the performance of growing rabbits and meat´s fatty acids profile. Twenty Californian rabbits (1.28 ± 0.081 kg LW) were used in a completely randomized design for 49 days. The treatments were: control diet (with no purslane) and diet with purslane. Rabbit weight gain, feed conversion ratio, carcass yield and the fatty acid profile of the carcass meat were measured (palmitic, stearic, oleic, linoleic and α-linolenic acids). As results higher dry matter intake (p<0.001) was obtained with the control diet (4.49 vs. 3.47 Kg, respectively), promoting a higher estimated total digestible energy (DE) intake in control diet (p<0.001) (58.48 vs 48.67 MJ, respectively), however weight gain, feed conversion ratio and carcass yield were similar for rabbits fed both diets (p>0.05) (0.89 vs. 0.78 kg). In spite fatty acids intake was similar for both diets (p>0.05) (618.62 vs. 598.06 mg/ Kg DM) except for stearic acid content of meat which was higher (p<0.05) in diet with purslane. Purslane (Portulaca oleracea) can be fed to rabbits up to 30% of diet promoting acceptable growth rates, feed conversion ratio and carcass yield for tropical conditions. Purslane inclusion in rabbit diets had little effect on fatty acid profile; However further research with purslane should explore interactions among higher levels of inclusion and longer feeding periods.

 

Publicado em Volume 8, n. 1, 2015

Poucas são as iniciativas para melhor compreender o mercado cunícula brasileiro bem como para a divulgação da cunicultura. Trabalhos dessa natureza são fundamentais para melhor compreensão e crescimento desta estratégica atividade produtiva. Este trabalho objetiva apresentar informações sobre como as pessoas enxergam a cunicultura e quais são suas preferências, identificar onde estão os cunicultores que criam animais para estimação (cunicultores pet) no Brasil e registrar a metodologia utilizada para divulgação da cunicultura em território nacional. Considerando-se que os cunicultores pet mantém informações na internet, foi feita ampla pesquisa nesta fonte para identificação de sua localização. Para a campanha de divulgação foram feitos 60.000 folhetos onde parte foi enviado a vários voluntários para distribuição geral às pessoas, sendo esse material também distribuído digitalmente. Para a pesquisa de preferência e opinião, 1123 questionários foram utilizados em 7 diferentes estados brasileiros e no distrito federal. A região Sudeste atualmente detém a maior parte dos cunicultores pet, ganhando destaque o estado de São Paulo, que concentra mais de 1/3 dos mesmos. A produção de animais pet está presente em praticamente todos os estados brasileiros, principalmente no entorno das grandes cidades. Já em relação à pesquisa de opinião e preferência, a maior parte dos entrevistados desconhece a atividade de cunicultura, o que sugere a necessidade de maior divulgação. Dentre os que conhecem a atividade, a maioria acredita que o coelho é um animal passível de ser usado para produção de carne e pet. Quase a metade das pessoas entrevistadas acreditava que o coelho era um animal para ser utilizado como pet embora 1/5 desse público afirmou que ainda sim comeria carne de coelho. O mesmo se passou com as pessoas que afirmaram que o coelho poderia ser utilizado para produção de carne, onde 1/3 das pessoas teriam um coelho pet como animal de estimação. Mais de 90% das pessoas associou o coelho a uma possível atividade produtiva e quase 1/3 dos entrevistados já comeu carne de coelho alguma vez na vida, sendo que esse percentual é tanto mais alto quanto for a idade das pessoas.

 

Publicado em Volume 8, n. 1, 2015

Na alimentação animal a maior parte dos ingredientes utilizados para compor as dietas balanceadas são cultivados para esta finalidade, consequentemente aumentando o custo do produto final. O objetivo desta revisão é elucidar quais os ingredientes não convencionais disponíveis em território brasileiro com potencial uso para a nutrição cunícola vem sendo utilizados na última década. Percebeu-se que os principais ingredientes alternativos utilizados foram as cascas, tortas, farelos, bagaços e polpas. Neste sentido, a utilização destes produtos secundários proporcionam maior sustentabilidade na produção cunícula, reduzem os custos e ainda reduzem os passivos vegetais abundantes no Brasil.

 

Publicado em Volume 9, n. 1, 2016

Twenty-four Californian rabbits breed with initial body weight of 1.36  ± 0.019 were used in a completely randomized design to evaluate the performance and calculate the net energy contribution of a commercial diet supplemented with foliage of Brosimum alicastrum, as well as the efficiency of utilization of metabolizable energy for maintenance, production and maintenance + production (km, kp and kmp). Animals were fed to cover consumption of 7% of body weight in dry matter. There were four diets: control (commercial feed) and three levels of Brosimum alicastrum inclusion (20, 40 and 60% fodder). Differences were found (P<0.05) in daily weight gain 25.20g, 17.80g, 12.50g, 16.24g and  ±5.44, feed conversion 5.06, 6.85, 7.74 and 9.95± 2.02 and energy conversion (EC) 20.30, 27.92,32.11and42.19  ± 9.12Mcal/kg gain for control diet and 20, 40, and 60% of Brosimum alicastrum inclusion, respectively. Net energy value calculated was1.32Mcal/kg DM for the control dietand0.769Mcal/kg DM for Brosimum alicastrum fodder.

 

Publicado em Volume 10, n. 1, 2016

Estudou-se a influência do período de jejum pré-abate sobre a perda de peso, o rendimento de carcaça e a qualidade da carne em 40 coelhos da raça Nova Zelândia branca, de ambos os sexos, distribuídos em delineamento experimental inteiramente casualizado, com cinco tratamentos (0; 6; 12; 18 e 24 horas de jejum) e oito repetições. Os animais foram pesados antes do jejum e após jejum (exceto grupo controle). A perda de peso vivo dos coelhos aumentou significativamente com o passar do tempo de jejum (0; 42,25; 53,75; 68,50 e 89,00 g). Os animais submetidos ao jejum alimentar apresentaram aumento linear (p<0,05) no rendimento da carcaça e da região lombar. A acidez da coxa quente aumentou significativamente com o aumento do tempo de jejum. Os diferentes tempos de jejum não afetaram a perda de peso pelo cozimento nem a maciez da carne. O jejum pré-abate de até 24h em coelhos da raça Nova Zelândia branca não afeta o peso da carcaça e a qualidade da carne, porém proporciona maior rendimento de carcaça e da região lombar.

 

Publicado em Volume 10, n. 1, 2016