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RESUMO
A valorização de subprodutos de origem animal tem se consolidado como estratégia sustentável, com potencial para reduzir resíduos e agregar valor às cadeias produtivas aquícola e cunícola. Nesse sentido, o aproveitamento de peles para produção de couro representa alternativa tecnicamente viável e ambientalmente relevante. O objetivo com o presente estudo foi avaliar as propriedades físico-mecânicas de couros de tilápia (Oreochromis niloticus) e coelho (Oryctolagus cuniculus) submetidos ao curtimento com tanino vegetal. Foram utilizadas 60 peles de tilápia e peles de coelhos da raça Nova Zelândia Branco, processadas segundo metodologia de curtimento vegetal. Após o processamento, foram realizados ensaios de tração, alongamento e rasgamento progressivo, conforme normas da ABNT. Os resultados indicam que não houve diferença significativa entre as espécies para espessura, deformação, alongamento, resistência específica à tração e parâmetros de rasgamento progressivo (P > 0,05). No entanto, a força máxima foi superior no couro de coelho (P < 0,05), indicando maior resistência à ruptura. Dessa forma, observa-se que, apesar das diferenças estruturais entre peles de peixes e mamíferos, o curtimento vegetal foi capaz de promover desempenho mecânico semelhante entre os materiais avaliados. Esse resultado sugere que o uso de taninos vegetais pode uniformizar as propriedades físico-mecânicas dos couros, ampliando seu potencial de aplicação em diferentes segmentos industriais, com enfoque em sustentabilidade.

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Published in Volume 27, n. 1, 2026

RESUMO
Escherichia coli enteropatogênica (EPEC) corresponde a um enteropatógeno importante que causa diarreia no homem, animais domésticos, de criação e silvestres. Entre os coelhos, embora este enteropatógeno seja capaz de causar quadros severos de diarreia, com grande possibilidade de disseminação para a criação, poucos são os estudos que visam estabelecer a frequência de isolamento e monitoramento da resistência desta bactéria aos antimicrobianos. Embora não tenhamos uma quantificação precisa, diarreia por EPEC é responsável por grandes prejuízos econômicos na criação, pela mortalidade (diretos), bem como pela morbidade dos animas (indiretos). Além disto, como amostras de EPEC isoladas de coelhos (REPEC) compartilham similaridades com EPEC isoladas de humanos, são um potencial risco zoonótico, podendo ser veiculados tanto pelo contato direto com os animais bem como pelo consumo da carne contaminada com REPEC. Pela carência de dados precisos e atualizados, é fundamental a condução de estudos referentes a etiologia, mecanismos de virulência, resistência aos antimicrobianos e controle microbiológico da carne em relação a presença de REPEC.

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Published in Volume 27, n. 1, 2026