Volume 7, n. 1, 2015

Objetivou-se neste estudo avaliar a eficácia da administração do Nim indiano associado à alimentação de coelhos pós desmame, avaliando o ganho de peso médio diário e aferindo a produção de esterco, uma vez que não se encontram informações científicas das ações do Nim para esta espécie. Foram utilizados 24 coelhos mestiços desmamados com 30 dias de idade, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e seis repetições, os quais foram constituídos por ração sem Nim (Nim 0g), ração com 3g de Nim desidratado (Nim 3g), ração com 6g de Nim desidratado (Nim 6g) e ração com 9g de Nim desidratado (Nim 9g). Os coelhos e a ração foram pesados para obtenção do ganho médio diário de peso, e as fezes foram quantificadas diariamente, utilizando-se sombrite sob as gaiolas, para posteriormente, serem analisadas quanto à sua composição bromatológica. Não houve diferença entre os tratamentos avaliados quanto ao ganho médio diário. A análise do esterco revelou grande riqueza de minerais. A inclusão de doses crescentes da folha de Nim desidratado não influenciam o ganho médio diário de peso dos coelhos em crescimento. Novos trabalhos considerando maior número de animais bem como avaliando outros parâmetros produtivos devem ser realizados para melhor elucidação dos dados.

 

Quinta, 19 Dezembro 2019 13:44

Enriquecimento ambiental na gestação de coelhas

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Pesquisas envolvendo enriquecimento ambiental crescem a fim de auxiliar o bem-estar de animais confinados. Dessa forma, a proposta deste trabalho foi avaliar o uso de diferentes espécies de madeiras como enriquecimento ambiental durante a gestação de coelhas e no desenvolvimento dos láparos. Os tratamentos envolveram 49 fêmeas distribuídas como: 1- Cedro rosa (Cedrela fissilis); 2- Peroba do norte (Goupia glabra); 3- Jatobá (Hymenaea courbaril); 4- Imbuia (Ocotea porosa) e 5- grupo controle. Não houve diferenças significativas (p > 0,05) para peso das matrizes pós-parto, peso dos láparos ao nascer, peso dos coelhos ao desmame, número de láparos nascidos e número de coelhos desmamados, quantidade de pelo retirado, parto dentro ou fora do ninho, mortalidade, duração da gestação e quantidade de madeira roída. Os pesos das matrizes ao desmame diferiu, sendo maior no tratamento com jatobá diferindo do cedro (p > 0,05). A utilização desses tipos de madeiras não resultou em impactos negativos no desempenho das coelhas ou dos láparos, indicando que seu uso como enriquecimento ambiental não afeta os aspectos produtivos das fêmeas e láparos.

 

Quinta, 19 Dezembro 2019 13:40

Opinião: A cunicultura Pet no Brasil

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A cunicultura pet no Brasil está em constante crescimento, porém este crescimento ainda não está atrelado às necessidades de bem-estar, sanidade, manejo e padronização de raças. É preciso que haja maior coordenação das ações para que o mercado cresça de forma planejada e sustentável.

 

Este trabalho tem por objetivo principal apresentar um panorama da atividade cunícula em Santa Catarina. O estudo buscou diagnosticar o setor de produção e mercado consumidor da carne de coelho no Estado. A partir de uma revisão bibliográfica sobre o tema. Aplicaram-se entrevistas a campo com os produtores, comerciantes e representante de associação do setor. Os resultados evidenciam que há diversidade nos sistemas de produção em efeito da região geográfica abordada, finalidade da produção e características culturais. Em consequência identificou-se que as potencialidades e limitações da atividade são diversificadas a níveis regionais. Apontou-se que o consumidor reconhece a carne de coelho como um produto saudável, mas, o consumo ainda é inexpressivo, se comparada à demanda por outras carnes consumidas no Estado. Identificou-se também a falta de encadeamento entre os elos da cadeia de produção cunícula, o que demonstra a necessidade de articular os segmentos, para que se criem estratégias em rede, fomentando assim, um sistema de produção competitivo para o agronegócio cunícula catarinense.