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Efeito de dietas simplificadas sobre características seminais de coelhos
Dois ensaios foram conduzidos com o objetivo de avaliar a qualidade seminal de coelhos alimentados com dietas simplificadas à base de forragens. Foram utilizados 33 coelhos com 7 a 8 meses de idade distribuídos em um delineamento inteiramente casualizados com três tratamentos e 11 repetições. Foram utilizadas uma dieta referência e duas dietas simplificadas (uma contendo feno de alfafa e outra contendo feno do terço superior da rama de mandioca). Os resultados para volume, vigor e concentração foram, respectivamente, 0,56 mL, 3,14 e 194,82x106 espermatozoides / mL, para os animais alimentados com dieta de feno de alfafa. Para coelhos alimentados com dieta com rama de mandioca, os resultados para volume, vigor e concentração foram 0,34 mL, 2,27 e 142,94x106 espermatozoides / mL, respectivamente. Não houve diferenças estatísticas entre os tratamentos para aspectos relacionados à morfologia espermática. Os animais que consumiram dieta à base de feno de mandioca apresentaram uma qualidade de sêmen inferior quando comparados com os animais da dieta referência e da dieta à base de feno de alfafa.
Utilização de dietas simplificadas à base de forragens sobre a digestibilidade e desempenho de coelhos da raça Nova Zelândia branco
Dois experimentos foram conduzidos com o objetivo de avaliar a utilização de dietas simplificadas a base de forragens na alimentação de coelhos em crescimento. No ensaio de digestibilidade foram utilizados 45 coelhos da raça Nova Zelândia branco com 50 dias de idade distribuídos em um delineamento inteiramente casualizados com três tratamentos e 15 repetições. Foram utilizadas uma dieta referência e duas dietas simplificadas (uma contendo feno de alfafa e outra contendo feno do terço superior da rama de mandioca). Os coeficientes de digestibilidade da matéria seca, proteína bruta e energia bruta foram respectivamente de 50,56%, 73,29% e 50,59% para a dieta contendo feno de alfafa e de 29,64%, 46,96% e 24,52% para dieta simplificada contendo feno de rama de mandioca. No experimento de desempenho foram utilizados 90 coelhos raça Nova Zelândia branco no período de 35 a 70 dias de idade distribuídos em um delineamento inteiramente casualizados com três tratamentos e 30 repetições. Os resultados de desempenho, referentes às dietas simplificadas, no período total do experimento (35 a 70 dias) foram inferiores quando comparados com a dieta referência. Contudo, mais estudos devem ser realizados com dietas simplificadas com objetivo de se obter um máximo aproveitamento de incorporação de forragens para o animal.
Estimulação tátil em mini coelhos e seus efeitos no comportamento e desempenho
Mini coelhos mestiços Hermelin X Lion receberam estimulação tátil do primeiro dia de vida até a desmama aos 30 dias de idade para avaliar o desempenho e o comportamento comparado a láparos não estimulados. Aos 15 e 30 dias de idade os láparos foram pesados e aos 30 dias de idade realizado os testes de novo objeto e de saída. O peso médio ao desmame não diferiu entre os tratamentos. No teste de novo objeto, os animais estimulados apresentaram forte interação com o objeto, enquanto 80% dos filhotes não estimulados se aproximavam sem qualquer interação. O teste de saída demonstrou que os filhotes estimulados apresentam menor medo a novos ambientes. Poucas manipulações ou interações com o ser humano podem reduzir a reatividade de coelhos melhorando o manejo em criações comerciais.
Avaliação seminal e utilização digestiva em coelhos reprodutores submetidos a dietas com diferentes níveis de zinco
Foram utilizados 27 coelhos machos da raça Nova Zelândia branca que foram selecionados aos 60 dias de idade e alojados individualmente. Estes animais foram separados em grupos relativos a cinco dietas (tratamentos) que passaram a ser oferecidas nesta idade, sendo uma dieta básica sem suplementação de Zn (tratamento 0Zn) e as demais acrescidas com Óxido de Zinco (ZnO) representando suplementações de 50, 100, 150, 200 ppm de Zn (tratamentos 50Zn; 100Zn; 150Zn e 200Zn, respectivamente). Na 16ª semana de idade dos animais foi efetuado um ensaio de digestibilidade aparente para avaliação da utilização digestiva das dietas. Os animais se submeteram a uma avaliação andrológica em um experimento inteiramente ao acaso, que se estendeu da 28ª até a 35ª semana de idade. Neste período foram feitas oito coletas semanais de sêmen por animal, com o objetivo de avaliar o volume, a motilidade e o vigor do sêmen coletado, não tendo sido demonstrado diferenças estatísticas entre os grupos. Comparou-se as médias dos grupos do volume de massa celular em cada ejaculado, verificando-se uma maior concentração de massa celular nos ejaculados dos animais dos grupos 50Zn, 100Zn e 150Zn. No ensaio de utilização digestiva, não foram encontradas diferenças estatísticas entre os coeficientes de digestibilidade, de matéria seca e proteína bruta, consumo e excreção diária de matéria seca. O grupo 200Zn apresentou um coeficiente de digestibilidade de cinzas menor que os demais grupos. Observou-se uma alta correlação entre ingestão e excreção fecal de Zn. No conjunto dos parâmetros andrológicos avaliados pode-se inferir que o nível de suplementação de 150 ppm de Zn na dieta se apresentou como o mais indicado.
Desempenho produtivo de coelhos alimentados com dieta simplificada a base de feno de alfafa
As dietas simplificadas são uma tecnologia que associa bem estar intestinal e desempenho satisfatório. Este trabalho objetivou avaliar o desempenho produtivo de coelhos que recebiam dietas simplificadas com base em feno de alfafa, considerando que as principais deficiências podem ser corrigidas e que o animal ajusta seu consumo de matéria seca. Foram utilizadas duas dietas, sendo uma referência e uma dieta simplificadas com base em feno de alfafa com adição de 89,95% de feno de alfafa, 3% de óleo e corrigida com adição de lisina, metionina e treonina. Foram utilizados 28 animais, divididos em dois tratamentos, sendo avaliados o gasto diário de ração (GDR), o ganho de peso diário (GPD) e a conversão alimentar (CA). Foi observada piora no GPD e CA (P<0,05), sugerindo menor eficiência produtiva quando administrada a dieta simplificada aos animais. Em relação ao GDR, não foram observadas diferenças significativas entre as duas dietas. A dieta simplificada com base em feno de alfafa proporcionou queda no desempenho. Sugere-se que os custos para produção de carne, nos diferentes sistemas de alimentação, sejam melhores pesquisados.
Métodos de digestibilidade in vitro na avaliação dos alimentos para coelhos
Os ensaios de determinação da digestibilidade in vitro são mais rápidos, práticos e econômicos quando comparados aos ensaios in vivo. Este estudo objetivou identificar e avaliar diferentes técnicas de determinação in vitro para coelhos, determinando a degradabilidade, digestibilidade, produção de gases e cinética de fermentação. Foram utilizados sete grupos de coelhos doadores, compostos cada um por três animais de 75 dias de idade, que recebiam sete diferentes dietas experimentais divididas em tradicional, simplificada e semi-simplificadas. A avaliação dos métodos de digestibilidade in vitro foi realizada através de dois métodos. O primeiro consistiu do método in vitro de produção de gases onde cada grupo forneceu material para uma repetição de todas as dietas experimentais avaliadas (tratamentos), sendo consideradas 49 unidades experimentais. Foi medida a pressão em intervalos previamente definidos e através de equação matemática se determinou o Volume de Gases Produzido (VGP). Foram determinadas também a correlação entre a digestibilidade in vivo e a degradabilidade in vitro bem como entre a digestibilidade in vivo e o VGP. O segundo método in vitro consistiu do tradicional de duas etapas, modificado de tal forma que foram utilizadas quatro diferentes técnicas, sendo modificados o tempo da primeira fase (12 ou 24h) e o meio para execução da segunda fase (digestão ácida com pepsina ou digestão com o detergente neutro). Como inóculo, foi utilizada mistura de material colhido a partir do ceco de coelhos de 75 dias de idade. Foram avaliadas sete dietas experimentais sendo uma tradicional, uma simplificada e cinco semi-simplificadas. Para obtenção dos valores base foi realizado experimento in vivo, antes da determinação in vitro. Ao estudo da modificação do tradicional método de duas etapas, foram feitas somente comparações descritivas e regressão simples. Foram observadas diferenças significativas entre a degradabilidade da matéria seca e degradabilidade da matéria orgânica, bem como para o volume de gases produzidos. A dieta referência apresentou os maiores valores de degradabilidade in vitro bem como de VGP. As equações de regressão linear encontradas apresentaram elevado coeficiente de determinação, indicando a possibilidade de utilização da técnica de produção de gases. Em relação às modificações propostas ao método de digestibilidade in vitro proposto por Tilley e Terry, dentre as metodologias testadas, a de 12 h de fermentação, com posterior digestão ácida com pepsina, apresentou maior similaridade com os valores in vivo. A partir da regressão linear, foi verificada alta correlação entre os dados de digestibilidade in vivo e de digestibilidade in vitro obtidos em todas as metodologias. Os métodos de digestibilidade in vitro se mostraram eficientes na avaliação dos alimentos para coelhos.
Efeito da suplementação de nim desidratado sobre o ganho de peso diário e produção de esterco para coelhos em crescimento
Objetivou-se neste estudo avaliar a eficácia da administração do Nim indiano associado à alimentação de coelhos pós desmame, avaliando o ganho de peso médio diário e aferindo a produção de esterco, uma vez que não se encontram informações científicas das ações do Nim para esta espécie. Foram utilizados 24 coelhos mestiços desmamados com 30 dias de idade, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e seis repetições, os quais foram constituídos por ração sem Nim (Nim 0g), ração com 3g de Nim desidratado (Nim 3g), ração com 6g de Nim desidratado (Nim 6g) e ração com 9g de Nim desidratado (Nim 9g). Os coelhos e a ração foram pesados para obtenção do ganho médio diário de peso, e as fezes foram quantificadas diariamente, utilizando-se sombrite sob as gaiolas, para posteriormente, serem analisadas quanto à sua composição bromatológica. Não houve diferença entre os tratamentos avaliados quanto ao ganho médio diário. A análise do esterco revelou grande riqueza de minerais. A inclusão de doses crescentes da folha de Nim desidratado não influenciam o ganho médio diário de peso dos coelhos em crescimento. Novos trabalhos considerando maior número de animais bem como avaliando outros parâmetros produtivos devem ser realizados para melhor elucidação dos dados.
Enriquecimento ambiental na gestação de coelhas
Pesquisas envolvendo enriquecimento ambiental crescem a fim de auxiliar o bem-estar de animais confinados. Dessa forma, a proposta deste trabalho foi avaliar o uso de diferentes espécies de madeiras como enriquecimento ambiental durante a gestação de coelhas e no desenvolvimento dos láparos. Os tratamentos envolveram 49 fêmeas distribuídas como: 1- Cedro rosa (Cedrela fissilis); 2- Peroba do norte (Goupia glabra); 3- Jatobá (Hymenaea courbaril); 4- Imbuia (Ocotea porosa) e 5- grupo controle. Não houve diferenças significativas (p > 0,05) para peso das matrizes pós-parto, peso dos láparos ao nascer, peso dos coelhos ao desmame, número de láparos nascidos e número de coelhos desmamados, quantidade de pelo retirado, parto dentro ou fora do ninho, mortalidade, duração da gestação e quantidade de madeira roída. Os pesos das matrizes ao desmame diferiu, sendo maior no tratamento com jatobá diferindo do cedro (p > 0,05). A utilização desses tipos de madeiras não resultou em impactos negativos no desempenho das coelhas ou dos láparos, indicando que seu uso como enriquecimento ambiental não afeta os aspectos produtivos das fêmeas e láparos.
Diagnóstico da produção e comércio cunícula no Estado de Santa Catarina
Este trabalho tem por objetivo principal apresentar um panorama da atividade cunícula em Santa Catarina. O estudo buscou diagnosticar o setor de produção e mercado consumidor da carne de coelho no Estado. A partir de uma revisão bibliográfica sobre o tema. Aplicaram-se entrevistas a campo com os produtores, comerciantes e representante de associação do setor. Os resultados evidenciam que há diversidade nos sistemas de produção em efeito da região geográfica abordada, finalidade da produção e características culturais. Em consequência identificou-se que as potencialidades e limitações da atividade são diversificadas a níveis regionais. Apontou-se que o consumidor reconhece a carne de coelho como um produto saudável, mas, o consumo ainda é inexpressivo, se comparada à demanda por outras carnes consumidas no Estado. Identificou-se também a falta de encadeamento entre os elos da cadeia de produção cunícula, o que demonstra a necessidade de articular os segmentos, para que se criem estratégias em rede, fomentando assim, um sistema de produção competitivo para o agronegócio cunícula catarinense.
Effect of dietary inclusion of purslane on performance and content of fatty acids in meat of growing rabbits
This research was carried out in order to assess the effect of including Purslane (Portulaca oleracea) on the performance of growing rabbits and meat´s fatty acids profile. Twenty Californian rabbits (1.28 ± 0.081 kg LW) were used in a completely randomized design for 49 days. The treatments were: control diet (with no purslane) and diet with purslane. Rabbit weight gain, feed conversion ratio, carcass yield and the fatty acid profile of the carcass meat were measured (palmitic, stearic, oleic, linoleic and α-linolenic acids). As results higher dry matter intake (p<0.001) was obtained with the control diet (4.49 vs. 3.47 Kg, respectively), promoting a higher estimated total digestible energy (DE) intake in control diet (p<0.001) (58.48 vs 48.67 MJ, respectively), however weight gain, feed conversion ratio and carcass yield were similar for rabbits fed both diets (p>0.05) (0.89 vs. 0.78 kg). In spite fatty acids intake was similar for both diets (p>0.05) (618.62 vs. 598.06 mg/ Kg DM) except for stearic acid content of meat which was higher (p<0.05) in diet with purslane. Purslane (Portulaca oleracea) can be fed to rabbits up to 30% of diet promoting acceptable growth rates, feed conversion ratio and carcass yield for tropical conditions. Purslane inclusion in rabbit diets had little effect on fatty acid profile; However further research with purslane should explore interactions among higher levels of inclusion and longer feeding periods.
