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Poucas são as iniciativas para melhor compreender o mercado cunícula brasileiro bem como para a divulgação da cunicultura. Trabalhos dessa natureza são fundamentais para melhor compreensão e crescimento desta estratégica atividade produtiva. Este trabalho objetiva apresentar informações sobre como as pessoas enxergam a cunicultura e quais são suas preferências, identificar onde estão os cunicultores que criam animais para estimação (cunicultores pet) no Brasil e registrar a metodologia utilizada para divulgação da cunicultura em território nacional. Considerando-se que os cunicultores pet mantém informações na internet, foi feita ampla pesquisa nesta fonte para identificação de sua localização. Para a campanha de divulgação foram feitos 60.000 folhetos onde parte foi enviado a vários voluntários para distribuição geral às pessoas, sendo esse material também distribuído digitalmente. Para a pesquisa de preferência e opinião, 1123 questionários foram utilizados em 7 diferentes estados brasileiros e no distrito federal. A região Sudeste atualmente detém a maior parte dos cunicultores pet, ganhando destaque o estado de São Paulo, que concentra mais de 1/3 dos mesmos. A produção de animais pet está presente em praticamente todos os estados brasileiros, principalmente no entorno das grandes cidades. Já em relação à pesquisa de opinião e preferência, a maior parte dos entrevistados desconhece a atividade de cunicultura, o que sugere a necessidade de maior divulgação. Dentre os que conhecem a atividade, a maioria acredita que o coelho é um animal passível de ser usado para produção de carne e pet. Quase a metade das pessoas entrevistadas acreditava que o coelho era um animal para ser utilizado como pet embora 1/5 desse público afirmou que ainda sim comeria carne de coelho. O mesmo se passou com as pessoas que afirmaram que o coelho poderia ser utilizado para produção de carne, onde 1/3 das pessoas teriam um coelho pet como animal de estimação. Mais de 90% das pessoas associou o coelho a uma possível atividade produtiva e quase 1/3 dos entrevistados já comeu carne de coelho alguma vez na vida, sendo que esse percentual é tanto mais alto quanto for a idade das pessoas.

 

Publicado em Volume 8, n. 1, 2015

Twenty-four Californian rabbits breed with initial body weight of 1.36  ± 0.019 were used in a completely randomized design to evaluate the performance and calculate the net energy contribution of a commercial diet supplemented with foliage of Brosimum alicastrum, as well as the efficiency of utilization of metabolizable energy for maintenance, production and maintenance + production (km, kp and kmp). Animals were fed to cover consumption of 7% of body weight in dry matter. There were four diets: control (commercial feed) and three levels of Brosimum alicastrum inclusion (20, 40 and 60% fodder). Differences were found (P<0.05) in daily weight gain 25.20g, 17.80g, 12.50g, 16.24g and  ±5.44, feed conversion 5.06, 6.85, 7.74 and 9.95± 2.02 and energy conversion (EC) 20.30, 27.92,32.11and42.19  ± 9.12Mcal/kg gain for control diet and 20, 40, and 60% of Brosimum alicastrum inclusion, respectively. Net energy value calculated was1.32Mcal/kg DM for the control dietand0.769Mcal/kg DM for Brosimum alicastrum fodder.

 

Publicado em Volume 10, n. 1, 2016

Estudou-se a influência do período de jejum pré-abate sobre a perda de peso, o rendimento de carcaça e a qualidade da carne em 40 coelhos da raça Nova Zelândia branca, de ambos os sexos, distribuídos em delineamento experimental inteiramente casualizado, com cinco tratamentos (0; 6; 12; 18 e 24 horas de jejum) e oito repetições. Os animais foram pesados antes do jejum e após jejum (exceto grupo controle). A perda de peso vivo dos coelhos aumentou significativamente com o passar do tempo de jejum (0; 42,25; 53,75; 68,50 e 89,00 g). Os animais submetidos ao jejum alimentar apresentaram aumento linear (p<0,05) no rendimento da carcaça e da região lombar. A acidez da coxa quente aumentou significativamente com o aumento do tempo de jejum. Os diferentes tempos de jejum não afetaram a perda de peso pelo cozimento nem a maciez da carne. O jejum pré-abate de até 24h em coelhos da raça Nova Zelândia branca não afeta o peso da carcaça e a qualidade da carne, porém proporciona maior rendimento de carcaça e da região lombar.

 

Publicado em Volume 10, n. 1, 2016
Quarta, 04 Dezembro 2019 15:17

Estresse agudo por calor em coelhos

Com este trabalho teve-se o objetivo deavaliar o efeito do estresse agudo por calor sobre os parâmetros fisiológicos, comportamentais e desempenho de coelhos em crescimento. Foram utilizados 12 coelhos mestiços dos grupos genéticos Botucatu e Nova Zelândia, distribuídos em delineamento de blocos casualizados, em dois tratamentos sendo: tratamento 1, conforto térmico (20ºC) e tratamento 2, calor (32ºC), com seis repetições. Os animais foram alojados por 24 horas em câmaras climáticas com controle total de temperatura, umidade relativa e troca de ar. Após o alojamento, a cada seis horas, foram avaliadas frequência respiratória, temperatura retal e temperatura superficial dos animais, assim como o comportamento dos mesmos. O estresse agudo por calor promoveu aumento (P<0,01) em todos os parâmetros fisiológicos avaliados e redução (P<0,01) nos consumos de ração (CR) e de forragem (CF) não afetando, entretanto, (P>0,01) os pesos incial (PI) e final (PF) dos animais. Os coelhos em estresse permaneceram maior tempo em ócio (P<0,05), e reduziram a frequência de alimentação, exploração e interação (P<0,05). O consumo de água não foi influenciado (P>0,05) pelo calor. A permanência de curto período (seis horas) em estresse agudo por calor promoveu reações fisiológicas que podem comprometer o desempenho de coelhos na fase de crescimento.

 

Publicado em Volume 12, n. 1, 2017

A obtenção e análise de dados reprodutivos do plantel é de extrema importância para o sucesso da produção animal. O Brasil possui grande potencial de crescimento na cunicultura; no entanto, dados de plantéis brasileiros ainda são escassos. Assim, o objetivo deste estudo retrospectivo foi apresentar os dados reprodutivos das fêmeas da raça Nova Zelândia Branco do setor de Cunicultura da Fazenda Experimental Gralha Azul, durante o período de um ano. Foram coletados dados reprodutivos de 34 coelhas Nova Zelândia Branco, analisando-os em duas categorias (fêmeas jovens - 05 a 12 meses de idade e número de partos ≤ 02; e fêmeas adultas - idade ≥ 24 meses e número de partos ≥ 06), quanto à fertilidade, prolificidade, mortalidade perinatal, produtividade ao nascimento, produtividade ao desmame e mortalidade do nascimento ao desmame. Fêmeas jovens apresentaram prolificidade, produtividade ao nascimento e produtividade ao desmame (8,83; 6,57; 4,87, respectivamente) maiores (p < 0,01) do que fêmeas adultas (5,40; 3,61; 2,59, respectivamente). Não houve diferença (p > 0,01) para fertilidade (83,8%), mortalidade perinatal (17,8%) e mortalidade do nascimento ao desmame (27,5%) entre as duas categorias. A manutenção de fêmeas com mais de 24 meses de idade impactou negativamente na produtividade final do plantel.

 

Publicado em Volume 12, n. 1, 2017
Quarta, 04 Dezembro 2019 13:50

Perfil dos criadores de coelho PET no Brasil

Perfil dos criadores de coelho PET no BrasilO aumento da demanda por animais de companhia vem fazendo com que a cunicultura para produção de animais de companhia (PET) tenha um crescimento maximizado. Contudo não há ainda referência concreta do perfil dos produtores de coelho PET brasileiro. O presente trabalho tem por objetivo analisar o perfil destes produtores. Para isto, realizou-se uma pesquisa por meio de questionário disponibilizado na internet, a partir da ferramenta Google Docs, os registros foram arquivados e tabulados. O cenário atual da atividade exibe muitos pontos a serem melhorados visando auxiliar a produção. Na análise dos resultados, a maiorias dos entrevistados correspondeu ao sexo masculino (75,7%), faixa etária de 21 a 30 anos, mostrando-se ser um público jovem. Foi observado que a maioria dos animais são criados em gaiolas (83,8%) e destes 77,8% adiciona enriquecimento ambiental nestes recintos visando a melhoria do bem-estar dos animais. Com relação à mão de obra 86,1% dos produtores tem como característica produção familiar, mostrando assim a importância da cunicultura para complementação da renda familiar. A situação atual do mercado requer uma maior profissionalização do cunicultor, que deve assumir uma atitude empresarial, uma vez que a maioria destes não é devidamente assistido na condução da atividade.

 

Publicado em Volume 13, n. 1, 2018

Embora o hábito da cecotrofia seja conhecido, dados detalhados acerca desta prática são escassos, necessitando de maior subsídio na literatura. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi avaliar o período de excreção, a quantidade de cecotrofos produzidos, e as características da cecotrofia em coelhos em diferentes fases do crescimento alimentados com rações a base de feno de alfafa. Para tal, conduziu-se ensaio biológico com 21 coelhos da raça Nova Zelândia, alojados em galpão próprio para cunicultura em gaiolas individuais 50x50cm. A alimentação foi com ração farelada ad libitum contendo 30% de feno de alfafa na sua composição. Para realizar a coleta dos cecotrofos cada animal recebeu um colar circular durante 24h em quatro períodos diferentes: 42, 49, 56, e 63 dias de idade. Os animais foram observados a cada 4h, sendo então verificada a presença de cecotrofia bem como a quantidade excretada. Os dados foram anotados, tabulados e organizados em planilhas de acordo com os resultados obtidos. Percebeu-se que os animais estudados com a idade de 42 dias realizaram a excreção dos cecotrofos em todos os horários do dia. Já com o aumento da idade dos mesmos, esta se concentrou nos horários noturnos e matinais. Verificou-se também que a medida que o animal se aproxima da idade adulta, bem como aumenta sua massa corporal, a quantidade de cecotrofos produzidos aumenta. Percebeu-se que a massa dos cecotrofos em coelhos na fase de crescimento aumenta de acordo com o passar do tempo e concentra-se nos horários mais calmos e frescos do dia como manhã e noite.

 

Publicado em Volume 13, n. 1, 2018

A crescente busca pelo bem-estar animal e a mudança de hábitos dos consumidores estão fazendo aumentar as pesquisas em criações alternativas de coelhos. Deste modo realizou-se um trabalho comparando o sistema de criação tradicional, em gaiolas de arame galvanizado, com um sistema alternativo de engorda, no qual os animais foram criados em celas no piso com cama de maravalha. Trinta e seis coelhos foram divididos em dois tratamentos. No primeiro tratamento os coelhos foram criados em gaiola de arame galvanizado e no outro tratamento foram criados em celas no piso chão com cama de maravalha. Foi realizado o etograma dos animais, além de se avaliar o desempenho zootécnico. Não houve diferença significativa para a maioria dos parâmetros comportamentais, exceto para higiene e socialização. Os coelhos criados de forma tradicional apresentaram melhor desempenho zootécnico, obtendo maior peso final, ganho em peso, ganho médio diário, consumo médio diário, maior peso de carcaça e rendimento de carcaça, além de uma menor conversão alimentar, em relação aos coelhos criados no chão. Conclui-se que o sistema de criação influencia principalmente o desempenho dos animais e em menor grau o comportamento dos coelhos.

 

Publicado em Volume 14, n. 1, 2018

O VI SENACITEC (Seminário Nacional de Ciência e Tecnologia em Cunicultura) foi realizado juntamente ao II Encontro de Cunicultores de Santa Catarina nos dias 13 e 14 de abril de 2019, na cidade de Florianópolis-SC. A organização foi da equipe do Coelhário da UFSC sendo coordenada pela professora Dra. Priscila de Oliveira Moraes. Estiveram envolvidas cerca de 120 pessoas dentre cunicultores, estudantes, profissionais, professores, pesquisadores e interessados na atividade de cunicultura. Aqui são apresentados os trabalhos originados a partir das palestras em como resumos expandidos e de revisão bibliográfica.

Apresentação e índice

Anais dos resumos expandidos

Anais das revisões bibliográficas

Anais das palestras - parte 01

Anais das palestras - parte 02

 

 

Publicado em Volume 15, n. 1, 2019

The temperament in animals is a set of behaviors expressed in relation to human handling. The use of positive stimulation can affect the animals cognition, learning, and behavior. This study aimed to compare stimulated and unstimulated rabbits at different ages and its effects on temperament using the elevated plus-maze test. The animals were divided into five treatments (tactile stimulation of the first at 30 days, the first at 10 days, from 10 to 20 days, from 20 to 30 days and unstimulated). The test was performed at 30, 45, 60 and 75 days of age. The stimulated rabbits showed high latency in the open arms, low latency for first entry into the open arm and high behavior frequency while the unstimulated rabbits showed the inverse. By the elevated plus-maze test, customarily used for rats, it was possible to have a better evaluation between stimulated and unstimulated rabbits showing that tactile stimulation during lactation has positive effects and persist throughout the growth of the rabbits.

 

Publicado em Volume 15, n. 1, 2019