Volume 12, n. 1, 2017
Com este trabalho teve-se o objetivo deavaliar o efeito do estresse agudo por calor sobre os parâmetros fisiológicos, comportamentais e desempenho de coelhos em crescimento. Foram utilizados 12 coelhos mestiços dos grupos genéticos Botucatu e Nova Zelândia, distribuídos em delineamento de blocos casualizados, em dois tratamentos sendo: tratamento 1, conforto térmico (20ºC) e tratamento 2, calor (32ºC), com seis repetições. Os animais foram alojados por 24 horas em câmaras climáticas com controle total de temperatura, umidade relativa e troca de ar. Após o alojamento, a cada seis horas, foram avaliadas frequência respiratória, temperatura retal e temperatura superficial dos animais, assim como o comportamento dos mesmos. O estresse agudo por calor promoveu aumento (P<0,01) em todos os parâmetros fisiológicos avaliados e redução (P<0,01) nos consumos de ração (CR) e de forragem (CF) não afetando, entretanto, (P>0,01) os pesos incial (PI) e final (PF) dos animais. Os coelhos em estresse permaneceram maior tempo em ócio (P<0,05), e reduziram a frequência de alimentação, exploração e interação (P<0,05). O consumo de água não foi influenciado (P>0,05) pelo calor. A permanência de curto período (seis horas) em estresse agudo por calor promoveu reações fisiológicas que podem comprometer o desempenho de coelhos na fase de crescimento.
Produtividade de coelhas Nova Zelândia Branco: estudo retrospectivo
Escrito por Luiz MachadoA obtenção e análise de dados reprodutivos do plantel é de extrema importância para o sucesso da produção animal. O Brasil possui grande potencial de crescimento na cunicultura; no entanto, dados de plantéis brasileiros ainda são escassos. Assim, o objetivo deste estudo retrospectivo foi apresentar os dados reprodutivos das fêmeas da raça Nova Zelândia Branco do setor de Cunicultura da Fazenda Experimental Gralha Azul, durante o período de um ano. Foram coletados dados reprodutivos de 34 coelhas Nova Zelândia Branco, analisando-os em duas categorias (fêmeas jovens - 05 a 12 meses de idade e número de partos ≤ 02; e fêmeas adultas - idade ≥ 24 meses e número de partos ≥ 06), quanto à fertilidade, prolificidade, mortalidade perinatal, produtividade ao nascimento, produtividade ao desmame e mortalidade do nascimento ao desmame. Fêmeas jovens apresentaram prolificidade, produtividade ao nascimento e produtividade ao desmame (8,83; 6,57; 4,87, respectivamente) maiores (p < 0,01) do que fêmeas adultas (5,40; 3,61; 2,59, respectivamente). Não houve diferença (p > 0,01) para fertilidade (83,8%), mortalidade perinatal (17,8%) e mortalidade do nascimento ao desmame (27,5%) entre as duas categorias. A manutenção de fêmeas com mais de 24 meses de idade impactou negativamente na produtividade final do plantel.
Doenças em coelhos: as 20 enfermidades que mais causam prejuízos na cunicultura
Escrito por Luiz MachadoO objetivo deste trabalho foi organizar de forma simples e resumida uma coletânea das 20 doenças que mais causam prejuízos aos cunicultores, bem como as medidas profiláticas para as mesmas. Desta forma, objetivamos que esta coletânea de informações possa subsidiar os profissionais da área com informações técnicas recentes (dos últimos 10 anos) a aprimorarem seus conhecimentos e por consequência lograrem êxito em suas criações. As doenças abordadas foram: Virais – Mixomatose, Doença Hemorrágica do Coelho e Raiva; Bacterianas – Pasteurelose, Mastite, Salmonelose, Tularemia e Dermatite úmida; Fúngicas – Encefalitozoonose e Demafitose; Congênitas – Displasia coxofemoral e Prognatismo; Nutricionais – Febre vitular e Tricofagia; Parasitárias – Sarna, Toxoplasmose, Helmintoses e Coccidiose; e outras doenças – Pododermatite e Calcificação nas artérias. Percebe-se que, na maioria dos casos é possível que o produtor previna-se do aparecimento da maior parte das doenças no plantel com bom manejo sanitário e higiene da criação. Da mesma forma é extremamente importante que o cunicultor disponha de uma equipe de suporte técnico qualificada para sanar suas dúvidas e contatar assistência sempre que houver necessidade. Ainda é válido salientar a importância da aquisição de animais com boa procedência e o correto manejo nutricional dos mesmos em ambiente adequado para o estado fisiológico dos animais (gestação, lactação, crescimento, etc).
~Tanto a cunicultura de corte quanto a cunicultura voltada para a comercialização de animais de companhia são atividades com potencial de crescimento no Brasil. Porém, para que a criação de coelhos seja mais atrativa e rentável é necessário que alguns desafios sejam contornados, sendo um deles a necessidade de redução dos custos com a alimentação dos animais. Neste sentido, pesquisas têm sido desenvolvidas para avaliar o uso de ingredientes alternativos a fim de contribuir para a formulação de rações cada vez mais adequadas às exigências nutricionais dos animais e de menor custo. A glicerina bruta é um coproduto oriundo da produção do biodiesel e tem sido considerada como um ingrediente energético na alimentação animal. Os trabalhos científicos utilizados na elaboração desta revisão demonstram que os coelhos conseguem absorver e metabolizar a glicerina presente na ração. Porém, é importante considerar que o valor energético e o nível máximo de inclusão da glicerina na ração dependem de fatores como, por exemplo, a composição química e o grau de processamento da glicerina utilizada.
Qualidade da carne de coelhos alimentados com folha de bananeira desidratada ou in natura
Escrito por Luiz MachadoEste estudo teve como objetivo principal avaliar a qualidade da carne de coelhos alimentados com folhas de bananeira desidratada ou in natura. As análises de umidade, proteína bruta, matéria mineral, cálcio, fósforo e extrato etéreo foram realizadas no laboratório das Faculdades Associadas de Uberaba - FAZU. Os resultados obtidos indicaram que não houve diferença (P>0,05) para as variáveis, proteína bruta, umidade, extrato etéreo, matéria mineral e cálcio. Observou-se significância (P<0,05) apenas para o teor de fósforo. Pode-se concluir que a alimentação que os animais receberam dentro do sistema de produção confinado não interferiu diretamente na qualidade da carne, sendo observadas alterações apenas no teor de fósforo da carne.
