Luiz Machado

Luiz Machado

Twenty-four Californian rabbits breed with initial body weight of 1.36  ± 0.019 were used in a completely randomized design to evaluate the performance and calculate the net energy contribution of a commercial diet supplemented with foliage of Brosimum alicastrum, as well as the efficiency of utilization of metabolizable energy for maintenance, production and maintenance + production (km, kp and kmp). Animals were fed to cover consumption of 7% of body weight in dry matter. There were four diets: control (commercial feed) and three levels of Brosimum alicastrum inclusion (20, 40 and 60% fodder). Differences were found (P<0.05) in daily weight gain 25.20g, 17.80g, 12.50g, 16.24g and  ±5.44, feed conversion 5.06, 6.85, 7.74 and 9.95± 2.02 and energy conversion (EC) 20.30, 27.92,32.11and42.19  ± 9.12Mcal/kg gain for control diet and 20, 40, and 60% of Brosimum alicastrum inclusion, respectively. Net energy value calculated was1.32Mcal/kg DM for the control dietand0.769Mcal/kg DM for Brosimum alicastrum fodder.

 

Estudou-se a influência do período de jejum pré-abate sobre a perda de peso, o rendimento de carcaça e a qualidade da carne em 40 coelhos da raça Nova Zelândia branca, de ambos os sexos, distribuídos em delineamento experimental inteiramente casualizado, com cinco tratamentos (0; 6; 12; 18 e 24 horas de jejum) e oito repetições. Os animais foram pesados antes do jejum e após jejum (exceto grupo controle). A perda de peso vivo dos coelhos aumentou significativamente com o passar do tempo de jejum (0; 42,25; 53,75; 68,50 e 89,00 g). Os animais submetidos ao jejum alimentar apresentaram aumento linear (p<0,05) no rendimento da carcaça e da região lombar. A acidez da coxa quente aumentou significativamente com o aumento do tempo de jejum. Os diferentes tempos de jejum não afetaram a perda de peso pelo cozimento nem a maciez da carne. O jejum pré-abate de até 24h em coelhos da raça Nova Zelândia branca não afeta o peso da carcaça e a qualidade da carne, porém proporciona maior rendimento de carcaça e da região lombar.

 

Quarta, 04 Dezembro 2019 15:23

Criação de coelhos em sistemas coletivos

Na atualidade, muito tem se pesquisado sobre o comportamento e bem-estar dos coelhos e, neste sentido, vários sistemas têm sido propostos. Na natureza, o coelho é um animal social, vivendo em grupos e mantendo uma hierarquia estável. Nos atuais sistemas produtivos, o coelho é um animal que vive individualizado, na ociosidade, e que perdeu a possibilidade de execução de grande número de comportamentos lúdicos e exploratórios. Neste sentido, várias normativas têm sido propostas para melhoria da qualidade de vida desses animais. Os primeiros sistemas coletivos para alojamento de fêmeas mantinham os animais juntos durante todo o tempo, o que favorecia a elevação da taxa de infanticídio, pois mais de uma coelha paria no mesmo local. A partir da separação das coelhas no período prévio ao parto, criou-se o sistema de semi-grupos, que consideram a individualização do animal em parte do tempo. Parece que o sistema de semi-grupo de maior sucesso é aquele que considera a manutenção coletiva dos animais por 21 dias e individualiza os mesmos nos outros 21 dias do ciclo, sendo os animais reagrupados quando os láparos estão com 18 dias de idade. Neste momento há grande agressividade entre as coelhas para determinação de hierarquia, o que eleva a taxa de descarte. Para coelhos em crescimento, um maior espaço favorece maior frequência comportamental. Contudo, pode haver maior incidência de brigas e lesões em sistema que associam maior tamanho do recinto à elevada densidade, principalmente no período próximo à maturidade sexual. Não há consenso para a adoção de um sistema que associe a demanda de bem-estar dos animais com excelentes índices produtivos, não estando claro ainda quais são os melhores sistemas para implantação nas granjas que sejam economicamente viáveis. O enriquecimento ambiental de gaiolas é uma possibilidade que precisa ser melhor considerada para melhoria do bem-estar.

 

Quarta, 04 Dezembro 2019 15:17

Estresse agudo por calor em coelhos

Com este trabalho teve-se o objetivo deavaliar o efeito do estresse agudo por calor sobre os parâmetros fisiológicos, comportamentais e desempenho de coelhos em crescimento. Foram utilizados 12 coelhos mestiços dos grupos genéticos Botucatu e Nova Zelândia, distribuídos em delineamento de blocos casualizados, em dois tratamentos sendo: tratamento 1, conforto térmico (20ºC) e tratamento 2, calor (32ºC), com seis repetições. Os animais foram alojados por 24 horas em câmaras climáticas com controle total de temperatura, umidade relativa e troca de ar. Após o alojamento, a cada seis horas, foram avaliadas frequência respiratória, temperatura retal e temperatura superficial dos animais, assim como o comportamento dos mesmos. O estresse agudo por calor promoveu aumento (P<0,01) em todos os parâmetros fisiológicos avaliados e redução (P<0,01) nos consumos de ração (CR) e de forragem (CF) não afetando, entretanto, (P>0,01) os pesos incial (PI) e final (PF) dos animais. Os coelhos em estresse permaneceram maior tempo em ócio (P<0,05), e reduziram a frequência de alimentação, exploração e interação (P<0,05). O consumo de água não foi influenciado (P>0,05) pelo calor. A permanência de curto período (seis horas) em estresse agudo por calor promoveu reações fisiológicas que podem comprometer o desempenho de coelhos na fase de crescimento.

 

A obtenção e análise de dados reprodutivos do plantel é de extrema importância para o sucesso da produção animal. O Brasil possui grande potencial de crescimento na cunicultura; no entanto, dados de plantéis brasileiros ainda são escassos. Assim, o objetivo deste estudo retrospectivo foi apresentar os dados reprodutivos das fêmeas da raça Nova Zelândia Branco do setor de Cunicultura da Fazenda Experimental Gralha Azul, durante o período de um ano. Foram coletados dados reprodutivos de 34 coelhas Nova Zelândia Branco, analisando-os em duas categorias (fêmeas jovens - 05 a 12 meses de idade e número de partos ≤ 02; e fêmeas adultas - idade ≥ 24 meses e número de partos ≥ 06), quanto à fertilidade, prolificidade, mortalidade perinatal, produtividade ao nascimento, produtividade ao desmame e mortalidade do nascimento ao desmame. Fêmeas jovens apresentaram prolificidade, produtividade ao nascimento e produtividade ao desmame (8,83; 6,57; 4,87, respectivamente) maiores (p < 0,01) do que fêmeas adultas (5,40; 3,61; 2,59, respectivamente). Não houve diferença (p > 0,01) para fertilidade (83,8%), mortalidade perinatal (17,8%) e mortalidade do nascimento ao desmame (27,5%) entre as duas categorias. A manutenção de fêmeas com mais de 24 meses de idade impactou negativamente na produtividade final do plantel.

 

O objetivo deste trabalho foi organizar de forma simples e resumida uma coletânea das 20 doenças que mais causam prejuízos aos cunicultores, bem como as medidas profiláticas para as mesmas. Desta forma, objetivamos que esta coletânea de informações possa subsidiar os profissionais da área com informações técnicas recentes (dos últimos 10 anos) a aprimorarem seus conhecimentos e por consequência lograrem êxito em suas criações. As doenças abordadas foram: Virais – Mixomatose, Doença Hemorrágica do Coelho e Raiva; Bacterianas – Pasteurelose, Mastite, Salmonelose, Tularemia e Dermatite úmida; Fúngicas – Encefalitozoonose e Demafitose; Congênitas – Displasia coxofemoral e Prognatismo; Nutricionais – Febre vitular e Tricofagia; Parasitárias – Sarna, Toxoplasmose, Helmintoses e Coccidiose; e outras doenças – Pododermatite e Calcificação nas artérias. Percebe-se que, na maioria dos casos é possível que o produtor previna-se do aparecimento da maior parte das doenças no plantel com bom manejo sanitário e higiene da criação. Da mesma forma é extremamente importante que o cunicultor disponha de uma equipe de suporte técnico qualificada para sanar suas dúvidas e contatar assistência sempre que houver necessidade. Ainda é válido salientar a importância da aquisição de animais com boa procedência e o correto manejo nutricional dos mesmos em ambiente adequado para o estado fisiológico dos animais (gestação, lactação, crescimento, etc).

 

Quarta, 04 Dezembro 2019 14:45

Glicerina na alimentação de coelhos

~Tanto a cunicultura de corte quanto a cunicultura voltada para a comercialização de animais de companhia são atividades com potencial de crescimento no Brasil. Porém, para que a criação de coelhos seja mais atrativa e rentável é necessário que alguns desafios sejam contornados, sendo um deles a necessidade de redução dos custos com a alimentação dos animais. Neste sentido, pesquisas têm sido desenvolvidas para avaliar o uso de ingredientes alternativos a fim de contribuir para a formulação de rações cada vez mais adequadas às exigências nutricionais dos animais e de menor custo. A glicerina bruta é um coproduto oriundo da produção do biodiesel e tem sido considerada como um ingrediente energético na alimentação animal. Os trabalhos científicos utilizados na elaboração desta revisão demonstram que os coelhos conseguem absorver e metabolizar a glicerina presente na ração. Porém, é importante considerar que o valor energético e o nível máximo de inclusão da glicerina na ração dependem de fatores como, por exemplo, a composição química e o grau de processamento da glicerina utilizada.

 

Este estudo teve como objetivo principal avaliar a qualidade da carne de coelhos alimentados com folhas de bananeira desidratada ou in natura. As análises de umidade, proteína bruta, matéria mineral, cálcio, fósforo e extrato etéreo foram realizadas no laboratório das Faculdades Associadas de Uberaba - FAZU. Os resultados obtidos indicaram que não houve diferença (P>0,05) para as variáveis, proteína bruta, umidade, extrato etéreo, matéria mineral e cálcio. Observou-se significância (P<0,05) apenas para o teor de fósforo. Pode-se concluir que a alimentação que os animais receberam dentro do sistema de produção confinado não interferiu diretamente na qualidade da carne, sendo observadas alterações apenas no teor de fósforo da carne.

 

Quarta, 04 Dezembro 2019 13:50

Perfil dos criadores de coelho PET no Brasil

Perfil dos criadores de coelho PET no BrasilO aumento da demanda por animais de companhia vem fazendo com que a cunicultura para produção de animais de companhia (PET) tenha um crescimento maximizado. Contudo não há ainda referência concreta do perfil dos produtores de coelho PET brasileiro. O presente trabalho tem por objetivo analisar o perfil destes produtores. Para isto, realizou-se uma pesquisa por meio de questionário disponibilizado na internet, a partir da ferramenta Google Docs, os registros foram arquivados e tabulados. O cenário atual da atividade exibe muitos pontos a serem melhorados visando auxiliar a produção. Na análise dos resultados, a maiorias dos entrevistados correspondeu ao sexo masculino (75,7%), faixa etária de 21 a 30 anos, mostrando-se ser um público jovem. Foi observado que a maioria dos animais são criados em gaiolas (83,8%) e destes 77,8% adiciona enriquecimento ambiental nestes recintos visando a melhoria do bem-estar dos animais. Com relação à mão de obra 86,1% dos produtores tem como característica produção familiar, mostrando assim a importância da cunicultura para complementação da renda familiar. A situação atual do mercado requer uma maior profissionalização do cunicultor, que deve assumir uma atitude empresarial, uma vez que a maioria destes não é devidamente assistido na condução da atividade.

 

Embora o hábito da cecotrofia seja conhecido, dados detalhados acerca desta prática são escassos, necessitando de maior subsídio na literatura. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi avaliar o período de excreção, a quantidade de cecotrofos produzidos, e as características da cecotrofia em coelhos em diferentes fases do crescimento alimentados com rações a base de feno de alfafa. Para tal, conduziu-se ensaio biológico com 21 coelhos da raça Nova Zelândia, alojados em galpão próprio para cunicultura em gaiolas individuais 50x50cm. A alimentação foi com ração farelada ad libitum contendo 30% de feno de alfafa na sua composição. Para realizar a coleta dos cecotrofos cada animal recebeu um colar circular durante 24h em quatro períodos diferentes: 42, 49, 56, e 63 dias de idade. Os animais foram observados a cada 4h, sendo então verificada a presença de cecotrofia bem como a quantidade excretada. Os dados foram anotados, tabulados e organizados em planilhas de acordo com os resultados obtidos. Percebeu-se que os animais estudados com a idade de 42 dias realizaram a excreção dos cecotrofos em todos os horários do dia. Já com o aumento da idade dos mesmos, esta se concentrou nos horários noturnos e matinais. Verificou-se também que a medida que o animal se aproxima da idade adulta, bem como aumenta sua massa corporal, a quantidade de cecotrofos produzidos aumenta. Percebeu-se que a massa dos cecotrofos em coelhos na fase de crescimento aumenta de acordo com o passar do tempo e concentra-se nos horários mais calmos e frescos do dia como manhã e noite.