Luiz Machado

Luiz Machado

O objetivo foi relatar o comportamento e desempenho de mini coelhos da raça Fuzzy Lop criados em gaiolas coletivas durante o período de lactação. Observamos 18 filhotes aos 27, 28 e 29 dias de idade das 7:00 ás 9:00h e das 18:00 ás 20:00h no mês de maio de 2011 totalizando 12 horas de observação. As categorias comportamentais observadas foram: descanso, locomoção, lúdico, exploratório, social, cuidados corporais, beber água, comer, se alongar ou se espreguiçar e cecotrofia. As maiores médias são para comportamentos de cuidados corporais e exploratório. Apenas o comportamento exploratório diferiu entre os períodos de observação, sendo mais realizado período da manhã. O ganho de peso diário durante a fase de lactação desta raça foi de 10,74 ± 2,22 g e o peso aos 30 dias de 360,56 ± 65,60 g.

 

A cunicultura é uma atividade estratégica, principalmente do ponto de vista sustentável. Em algumas regiões, já se percebe maior mobilização para promoção desta atividade. Desde a década de 70, os pesquisadores brasileiros vêm trabalhando muito para maior compreensão da nutrição deste animal. Recentemente foram propostas novas necessidades nutricionais internacionais, onde se verifica maior ajuste dos níveis dos principais nutrientes. No Brasil, a pesquisa avaliando as necessidades nutricionais de coelhos em crescimento, em duas fases distintas já se iniciou, sendo esse um importante passo para melhor ajuste das rações. Nos últimos cinco anos, alguns itens foram pesquisados em nutrição de coelhos: fontes alternativas de minerais, utilização de dietas com alta inclusão de alimento forrageiro (simplificadas e semi-simplificadas), fornecimento de rações fareladas, avaliação de alimentos energéticos e protéicos, avaliação de fontes alternativas de fibra, avaliação de alimentos funcionais e avaliação de aditivos. Essas pesquisas são fundamentais para melhoria do processo nutritivo e devem estar disponíveis para o setor de produção de rações.

 

O uso de subprodutos alternativos dentro da nutrição animal é importante para amenizar custos de produção de maneira a atender as exigências nutricionais dos animais, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a utilização do farelo de girassol em substituição parcial ao farelo de soja como fonte de proteína. Os níveis de substituição do farelo de girassol em relação ao farelo de soja foram 0, 16, 25,5, 32,3 e 50%. Para o ensaio de digestibilidade foram utilizados 20 coelhos com 35 dias de idade. Ao término do experimento foi feita análise bromatológica para estimativa dos coeficientes de digestibilidade. Nas análises de desempenho e avaliação econômica foram utilizados 40 coelhos, dos 35 a 75 dias de idade. Foi determinado peso final, ganho de peso, consumo de ração, conversão alimentar e, o pH cecal. Aos 75 dias de idade os animais foram abatidos para avaliação do peso e rendimento da carcaça, dos rins, do coração, do pulmão, do fígado, aparelho gástrico e da pele. Concluiu-se que a substituição do farelo de soja pelo farelo de girassol não prejudicou a digestibilidade dos ingredientes além de proporcionar bons resultados quanto ao desempenho e características de carcaça.

 

No mercado brasileiro as rações comerciais para coelhos não têm qualquer padronização e muitas não atendem às exigências nutricionais da espécie. No mercado existem mais de 30 diferentes marcas comerciais, sendo a maioria comercializada para atender a criações caseiras. Este trabalho objetivou avaliar a qualidade nutricional das rações comerciais, avaliando a composição químico-bromatológica, desempenho produtivo e identificar equações de crescimento. Para aferição da composição, foram utilizadas 14 rações comerciais, sendo realizadas análises para comparação com os valores propostos nos rótulo e valores propostos pelas exigências internacionais. Para avaliação do desempenho produtivo, foram coletadas no mercado, aleatoriamente, sete rações comerciais, sendo utilizados 28 coelhos da raça Nova Zelândia Branco, dos 35 aos 73 dias de idade, sendo considerados os parâmetros de ganho de peso diário (GPD), consumo de ração (CR) e conversão alimentar (CA). Para determinação das equações de crescimento, 16 animais Nova Zelândia Brancos foram distribuídos em dois tratamentos, sendo escolhidas, aleatoriamente, uma ração industrial (R-industrial) e outra ração para criações caseiras (R-caseira), sendo considerados intervalos de cinco em cinco dias. Em relação à composição das rações, foram observadas várias irregularidades quando se comparou a composição analisada com a descrita no rótulo sendo que muitas dessas rações não atenderam aos requisitos mínimos para coelhos em crescimento. Houve diferenças significativas entre o CR, sendo que os valores observados são muito elevados. Houve diferenças para a CA, sendo muito elevada em alguns tratamentos. Em relação à evolução do peso dos animais, a ração R-industrial proporcionou os melhores resultados, sendo determinadas as seguintes equações: R-industrial - Y = 37,863X – 512,44 (R2 = 0,99); Y = -0,1837X2 + 57,156X – 980,99 (R2 = 0,99); R-caseira - Y = 29,381X – 335,56 (R2 = 0,99); Y = 0,0566X2 + 23,44X – 191,29 (R2 = 0,99), onde: Y = Peso dos animais e X = Idade dos animais. Sugere-se maior fiscalização governamental para com as rações destinadas a coelhos.

 

Recentemente tem crescido o conceito e a preocupação com o bem estar animal nas espécies domésticas, deixando de trata-los como “coisas” ou apenas nossas propriedades. A palavra bem estar pode ser usada como a ciência que nos informa sobre como o animal lida com seu ambiente. O bem estar é baseado no conhecimento da biologia, zoologia, genética, patologia dentre outras ciências combinado com indicadores de comportamento, fisiologia, saúde e produtividade. Para avaliar coelhos, os pesquisadores estão utilizando a observação de comportamentos, reação diante humanos, reação em ambientes novos, número de leucócitos, peso da adrenal, acido ascórbico, níveis de corticosterona e testosterona. Diversas medidas foram estabelecidas na Europa para criações de coelhos como medidas adequadas para as gaiolas, plataformas e pranchas de apoio

 

Ingredientes alternativos e menos onerosos são objetos de estudo dentro do sistema de criação do produtor. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a utilização da polpa cítrica em substituição parcial e total ao feno de alfafa como fonte de fibra. Os níveis de substituição do feno de alfafa pela polpa cítrica foram 0, 25, 50, 75 e 100%. Um ensaio de digestibilidade foi realizado com 20 coelhos aos 35 dias de idade submetidos a cinco tratamentos e quatro repetições. Para desempenho, foram utilizados 40 animais dos 35 aos 75 dias de idade para avaliação de peso, ganho de peso, consumo de ração, conversão alimentar além de parâmetros de carcaça e parte econômica. Estatisticamente, os coeficientes de digestibilidade do extrato etéreo, fibra em detergente neutro, fibra em detergente ácido e proteína além das características de desempenho, apresentaram diferenças através das variações dos níveis de substituição do feno de alfafa pela polpa cítrica. Concluiu-se que a substituição do feno de alfafa pela polpa cítrica em níveis de 75 e 100%; contribui com maior ganho de peso aos animais.

 

O setor de cunicultura está sofrendo grande transformação, principalmente devido às tentativas de organização da cadeia produtiva. A cunicultura PET é uma atividade de extrema importância que cresceu muito nos últimos anos. É necessário que os produtores se organizem para maior competitividade e que busquem alternativas para principalmente resolver o problema da falta de abatedouros. O auxílio advindo do setor de apoio é também fundamental para o sucesso dessa atividade.  

 

Esse trabalho teve por objetivo difundir a cunicultura como uma alternativa para as famílias de baixa renda da comunidade. O trabalho foi desenvolvido na comunidade de São João do Barro Preto do município de Júlio de Castilhos – RS. Primeiramente foi realizado o convite para os membros da comunidade e posteriormente foi desenvolvido o curso de capacitação dos participantes. O curso foi baseado na descrição das raças, finalidades, construções e equipamentos, manejo reprodutivo, manejo alimentar e manejo sanitário. As apresentações dos conteúdos foram realizadas no próprio laboratório de Cunicultura (LECIFF) para a fixação das técnicas a serem adotadas. No final do curso, cada participante recebeu uma fêmea para ser usada como matriz e um reprodutor fornecido para todo o grupo. Com isso, alguns membros da comunidade implantaram a cunicultura como fonte de proteína animal para consumo familiar, fazendo da cunicultura uma opção para minimizar problemas alimentares em comunidades carentes.

 

A presente revisão versou sobre o acervo bibliográfico decorrente da pesquisa em nutrição e alimentação de coelhos produzida no Brasil nos últimos 42 anos. A contribuição brasileira constitui-se de importante esforço que pode subsidiar a cunicultura, no sentido da melhoria da confiabilidade das informações que são utilizadas na formulação de dietas em nossas condições. O volume de trabalhos publicados em fontes nacionais é muito expressivo, representando um acervo importante de resultados que podem ser utilizados como bases que fundamentem sua utilização prática. Não obstante, a literatura ainda se apresenta incipiente em determinados temas de estudo ou mesmo em alguns dos resultados obtidos se mostram conflitantes. Nos últimos anos, uma readequação nos protocolos de experimentação tem sido observada de modo a melhorar as discussões e análises científicas. A publicação nacional ainda está insistentemente baseada em resumos ou resumos expandidos com reduzida reprodução em revistas científicas com corpo editorial o que prejudica a avaliação da qualidade dos dados em análise.

 

Dois ensaios foram conduzidos com o objetivo de avaliar a qualidade seminal de coelhos alimentados com dietas simplificadas à base de forragens. Foram utilizados 33 coelhos com 7 a 8 meses de idade distribuídos em um delineamento inteiramente casualizados com três tratamentos e 11 repetições. Foram utilizadas uma dieta referência e duas dietas simplificadas (uma contendo feno de alfafa e outra contendo feno do terço superior da rama de mandioca). Os resultados para volume, vigor e concentração foram, respectivamente, 0,56 mL, 3,14 e 194,82x106 espermatozoides / mL, para os animais alimentados com dieta de feno de alfafa. Para coelhos alimentados com dieta com rama de mandioca, os resultados para volume, vigor e concentração foram 0,34 mL, 2,27 e 142,94x106 espermatozoides / mL, respectivamente. Não houve diferenças estatísticas entre os tratamentos para aspectos relacionados à morfologia espermática. Os animais que consumiram dieta à base de feno de mandioca apresentaram uma qualidade de sêmen inferior quando comparados com os animais da dieta referência e da dieta à base de feno de alfafa.