Volume 01, n. 1, 2012

Objetivou avaliar o efeito da densidade de alojamento sobre a homeostase térmica em coelhas em crescimento mantidas em diferentes temperaturas. O experimento ocorreu na Fazenda Experimental Professor Hamilton de Abreu Navarro, no Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais, em Montes Claros – MG. Utilizou-se 18 coelhas da raça Nova Zelândia Branca (NZB), com aproximadamente 60 dias de idade. Foram alocadas três animais por gaiola em galpão do tipo semi aberto, cortinado e com pé-direito de 3,5 m. As coelhas receberam diariamente, ração peletizada comercial ad libitum, capim fresco de braquiarinha e água em vasilhame plástico. Utilizou-se o delineamento quadrado latino 6 x 6 com os tratamentos arranjados em esquema fatorial, sendo os fatores: - período do dia: manhã (7:00 h) e tarde (14:00 h); e - densidade de alojamento: 6,7; 13,4 e 20,1 coelhas/m². As densidades de alojamento foram conseguidas diminuindo o espaço das coelhas nas gaiolas com o auxílio de placas de madeirite. Os controles locais do quadrado latino foram tempo e animais. Avaliou-se a frequência respiratória (FR), a temperatura retal (TR), temperatura do pavilhão auditivo (TP), a temperatura entre as orelhas (TO), a temperatura do tórax (TT), a temperatura da barriga (TB) e a temperatura da coxa interna direita (TC). Não houve interação significativa entre os fatores (P>0,05). Observou-se influência do período do dia (P<0,05) sobre TC, TB, TP, TR e FR. No período da manhã, média de 22°C, essas variáveis foram significativamente menores do que no período da tarde, média de 32°C. Aumentando a densidade ocorreu aumento da TR (P<0,05). Conclui-se que densidades de alojamento acima de 6,7 coelhos/m2, em climas quentes, prejudicam a homeostase térmica de coelhos NZB em crescimento.

 

O objetivo foi relatar o comportamento e desempenho de mini coelhos da raça Fuzzy Lop criados em gaiolas coletivas durante o período de lactação. Observamos 18 filhotes aos 27, 28 e 29 dias de idade das 7:00 ás 9:00h e das 18:00 ás 20:00h no mês de maio de 2011 totalizando 12 horas de observação. As categorias comportamentais observadas foram: descanso, locomoção, lúdico, exploratório, social, cuidados corporais, beber água, comer, se alongar ou se espreguiçar e cecotrofia. As maiores médias são para comportamentos de cuidados corporais e exploratório. Apenas o comportamento exploratório diferiu entre os períodos de observação, sendo mais realizado período da manhã. O ganho de peso diário durante a fase de lactação desta raça foi de 10,74 ± 2,22 g e o peso aos 30 dias de 360,56 ± 65,60 g.

 

Sexta, 20 Dezembro 2019 15:30

Atualidades em nutrição de coelhos: 2006 a 2011

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A cunicultura é uma atividade estratégica, principalmente do ponto de vista sustentável. Em algumas regiões, já se percebe maior mobilização para promoção desta atividade. Desde a década de 70, os pesquisadores brasileiros vêm trabalhando muito para maior compreensão da nutrição deste animal. Recentemente foram propostas novas necessidades nutricionais internacionais, onde se verifica maior ajuste dos níveis dos principais nutrientes. No Brasil, a pesquisa avaliando as necessidades nutricionais de coelhos em crescimento, em duas fases distintas já se iniciou, sendo esse um importante passo para melhor ajuste das rações. Nos últimos cinco anos, alguns itens foram pesquisados em nutrição de coelhos: fontes alternativas de minerais, utilização de dietas com alta inclusão de alimento forrageiro (simplificadas e semi-simplificadas), fornecimento de rações fareladas, avaliação de alimentos energéticos e protéicos, avaliação de fontes alternativas de fibra, avaliação de alimentos funcionais e avaliação de aditivos. Essas pesquisas são fundamentais para melhoria do processo nutritivo e devem estar disponíveis para o setor de produção de rações.