Volume 21, n.1, 2022
Contribuições científicas publicadas na Revista Brasileira de Cunicultura entre os anos de 2012 a 2021
Escrito por Luiz MachadoA Revista Brasileira de Cunicultura foi iniciada em 2012 com o objetivo de publicar informações técnicas, científicas e de mercado, sendo desmembrada em 2016 a partir da criação do boletim de cunicultura. Foram publicados dezenas de trabalhos dentre artigos científicos e relatos de caso nas áreas de nutrição, alimentação e avaliação de alimentos, manejo e equipamentos, bem-estar animal e sistemas de alojamento, bioclimatologia e ambiência, mercado da cunicultura pet e corte, genética e raças, curtimento de peles, reprodução, além de trabalhos de extensão em cunicultura. Assim, com o objetivo de sintetizar as contribuições e os achados científicos publicados na Revista Brasileira de Cunicultura entre os anos de 2012 e 2021, elaborou-se esse artigo de revisão bibliográfica, onde são apresentados os principais resultados disponibilizados na primeira década da revista..
Características de resistência do couro de coelhos Nova Zelândia Branco alimentados com ração contendo o produto SL491*, à base de própolis
Escrito por Luiz MachadoO objetivo deste estudo foi avaliar as características da resistência de couros de coelhos da raça Nova Zelândia Branco (Oryctolagus cuniculus) que receberam uma ração contendo produto SL491* à base de própolis. Foi conduzido um ensaio biológico, no qual utilizou-se um total de sessenta animais que foram distribuidos em cinco tratamentos, os quais receberam ração por 35 dias contendo diferentes níveis do produto SL491*. Os tratamentos foram as 5 rações (T1 = 0,0 g, T2 = 100 g; T3 = 150 g; T4 = 200 g e T5 = 250 g de SL491* em 100 kg) peletizadas e fornecidas à vontade aos animais. Os coelhos foram abatidos com 70 dias de idade e as peles foram identificadas e submetidas ao processo de curtimento sem pelos, sendo considerados como couros. Após o curtimento, foram retirados os corpos-de-prova para determinar a resistência à tração, alongamento e ao rasgamento progressivo. Foi utilizado delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 5 x 2, sendo cinco níveis do produto SL491* à base de própolis e dois sentidos do couro (longitudinal e transversal). Os couros do T2 apresentaram maior (P<0,05) espessura média (1,65 mm), porém diferindo apenas do T5 (1,38 mm). A adição do produto SL491* na ração fornecida aos coelhos por 35 dias não influenciou nos parâmetros de tração, alongamento, e rasgamento progressivo. Porém, em função dos resultados obtidos para espessura, tudo indica que haveria a necessidade do fornecimento da ração contendo o SL491* por um maior período de tempo para que os resultados de resistência fossem expressivos. Quando analisados os sentidos longitudinal e transversal dos couros, não houve diferença significativa quanto à espessura. Todavia, em todas as variáveis de resistência avaliadas, o sentido transversal apresentou os maiores valores médios. O sentido do couro interferiu na resistência dos couros e este fato pode estar relacionado à distribuição, orientação e arranjo das fibras colágenas.
