v. 9, n. 1, (2016) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Dom, 17 de Abril de 2016 18:57

EQUIPE DA RBC INFORMA QUE A FORMATAÇÃO DOS TEXTOS

DESCRITOS ABAIXO NÃO É A MESMA DOS EDITORES DE TEXTO

USUAIS E QUE PODE ESTAR DESCONFIGURADA.

PEDIMOS DESCULPAS POR ESSE INCONVENIENTE.

 

Sumário da Revista Brasileira de Cunicultura, v.09 , n° 01,

Abril de 2016

 

1) Editorial

2) Panorama de setor de ensino, pesquisa e extensão: Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras

3) Nota técnica: Iniciando a criação - Sete dicas importantes para novos interessados na cunicultura

4) Artigo de revisão bibliográfica: Ingredientes alternativos na nutrição cunícula do Brasil

 

1) Editorial

Saudações a todos os cunicultores, professores, pesquisadores, estudantes, técnicos de campo e demais relacionados à cunicultura brasileira. É com grande satisfação que apresentamos a nona edição da Revista Brasileira de Cunicultura.

Informamos que ainda neste ano será iniciado trabalho de desmembramento da Revista Brasileira de Cunicultura a qual passará a publicar somente artigos científicos, artigos de revisão bibliográfica e relatos de caso. Para a importante tarefa de acompanhar o mercado, granjas, notas técnicas, novidades, etc, será criado o Boletim de Cunicultura, o qual trabalharemos para que seja já publicada sua primeira edição no início de 2017. Essa alteração tem como finalidade criar um instrumento mais direto que apresente novidades e informações sobre o mercado bem como buscar a melhoria do Web Qualis da RBC. Nossa intensão sempre foi que uma associação de mercado se ocupasse desse canal de informação, mas devido a imobilidade nos últimos anos e tentativas frustradas de criação de associações nacionais, decidimos pela criação do boletim.

Como a ACBC tem sido muito procurada nos últimos anos, principalmente pelos interessados em iniciar na atividade, publicamos neste canal uma nota técnica que apresenta sete dicas importante para aqueles que estão começando, a qual teve boa repercussão no setor. Além disso, apresentamos informações sobre o setor de cunicultura da UFLA além de artigos científico e de revisão bibliográfica.

Agradecemos a todos os autores dos trabalhos, aos revisores e a outros que sempre colaboraram de forma direta ou indireta para que essa revista alcançasse a sua nona edição.


Atenciosamente


Luiz Carlos Machado

Coordenador da Equipe Editorial

Presidente da ACBC

 

 

2) Panorama de setor de ensino, pesquisa e extensão

Reimplantação do setor de cunicultura da UFLA e reinício dos trabalhos

 

O novo setor de cunicultura do Departamento de Zootecnia está localizado na Universidade Federal de Lavras, município de Lavras-MG, a uma distância de 240 km de Belo Horizonte e a 380 km de São Paulo. O setor de Cunicultura existe desde a época da antiga ESAL (Escola Superior de Agricultura de Lavras), tendo naquele período um extenso plantel para uso em aulas e comercialização de carne e reprodutores. Com o passar dos anos, o setor teve uma redução e fechamento provisório do segundo galpão em 2011. O setor foi novamente reativado em dezembro de 2013 (figura 1 e 2) para propiciar aos estudantes da UFLA práticas de ensino, pesquisa e extensão em cunicultura.

 

Figura 1. Ilustração da inauguração do novo galpão de cunicultura em dezembro de 2013

Legenda: A: Professora integrante da Comissão responsável pelo Setor de Cunicultura do DZO, Raquel Silva de Moura, Reitor da UFLA, José Roberto Soares Scolforo, e Ex-Chefe do DZO, Prof. Eduardo Pinto Filgueiras, inaugurando o novo galpão; B: Explicação aos presentes na cerimônia de inauguração sobre as atividades previstas no novo galpão

 

Figura 2. Ilustração do novo galpão em funcionamento no semestre 2014/2

Legenda: A: Foto externa do novo galpão; B: Foto interna do novo galpão.

 

Inicialmente foram recebidos animais provindos do Prof. Luiz Machado do IFMG/Bambuí, atual presidente da Associação Científica Brasileira de Cunicultura (ACBC). Esses animais eram mestiços Nova Zelândia Branca x Genética Botucatu, sendo essa a base genética inicial do plantel voltado para produção de carne. A escolha dessas raças de porte médio, visou a qualidade genética e produtiva dos futuros animais.

 

3) Nota técnica

Iniciando a criação - Sete dicas importantes para novos interessados na cunicultura

A criação de coelhos é uma atividade empolgante e sempre que são exibidas reportagens sobre a cunicultura um grande número de pessoas se veem interessadas. Parte dos que iniciam sem muita informação logo descobrem que é uma atividade complexa, o desempenho produtivo e reprodutivo dos animais não costuma ser o que esperavam além de não conseguirem vender seus produtos, se encontrando então repletos de dificuldades das mais diversas ordens. Prova disso é a elevada quantidade de criadores que desistem da atividade já no primeiro ano de trabalho.

Assim, nossa experiência tem mostrado que grande parte das pessoas ficam extremamente empolgadas quando escutam falar de cunicultura e pensam que os lucros virão na mesma velocidade que a reprodução dos coelhos, ou seja, de maneira muito rápida. Para essas pessoas sempre recomendamos cautela. A cunicultura sempre está associada a essa palavra, principalmente quando se está iniciando.

A ACBC tem trabalhado na orientação dos interessados para que iniciem a atividade da maneira mais segura possível. Dessa forma, algumas dicas são importantes e podem nortear as atividades iniciais.

1) Defina seu(s) produto(s) de venda Como cunicultor, você produzirá o que? Animais para venda ao frigorífico, coelho abatido, animais pet ou animais para laboratório. Além disso, pode-se agregar valor à atividade, vendendo também outros subprodutos como pele, gaiolas, feno, ração ou esterco. Dessa maneira, previamente ao início da atividade, o interessado deve fazer contatos gerais com possíveis compradores e vendedores e se inteirar dos detalhes comerciais. Lembre-se que caso trabalhe com pets, deve-se investir em divulgação e marketing, principalmente na internet, além de estar próximo a um centro urbano. Já se for produzir animais para envio ao frigorífico a diminuição dos custos da criação (principalmente alimentação) deverá ser prioridade, pois o lucro por animal é muito pequeno. Além disso é desejável que a criação esteja próxima ao abatedouro ou ao contrário, os custos de envio serão elevados e para compensar, o cunicultor deverá enviar uma maior quantidade de animais por vez.

2) Visite outros cunicultores e verifique se há vizinhos É fundamental que o interessado visite outros cunicultores mais experientes e troquem informações sobre a atividade, venda, dificuldades, etc. Além disso, nesse momento poderia estar nascendo uma parceria comercial importante, que fortaleceria a ambos. Além disso cunicultores da mesma região podem dividir custos quando no envio de animais para abate, compra de maior quantidade de ração (a menor preço), etc. A médio prazo esses vizinhos podem planejar uma associação de cunicultores, as quais são urgentes em nosso país.

3) Leia sobre o assunto ou faça minicursos É fundamental que o cunicultor estude a atividade antes de inicia-la. Para se trabalhar com coelhos é necessário possuir conhecimentos básicos sobre alimentação, raças, manejo, reprodução, etc. Uma fonte de fácil leitura é o Manual Prático de Cunicultura, que está disponível gratuitamente na página: http://www.acbc.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=153&Itemid =197. Além da leitura, caso haja a possibilidade da participação em minicursos sobre cunicultura, não perca tempo. Se inteirar da atividade é fundamental para seu sucesso futuro.

4) Comece pequeno e deixe a criação aumentar conforme sua experiência Não é indicado que o cunicultor já comece com elevada quantidade de matrizes. Inicialmente os problemas são muitos e os animais não respondem da forma planejada. Trabalhar com matrizes primíparas (primeira cria) é sempre muito difícil e a quantidade de animais desmamados inicialmente será menor que o esperado. Assim, é recomendado que o cunicultor comece com uma criação de 20 a um máximo de 50 animais, aumentando com o passar do tempo.

5) Não faça grandes investimentos iniciais Somente é recomendado um grande investimento no momento em que o cunicultor tiver mais certeza e segurança de que continuará na atividade. É sugerido que se adaptem e aproveitem instalações já prontas na propriedade, as quais não podem ser totalmente fechadas. Pode-se buscar também a compra de gaiolas usadas a partir de outros cunicultores ou comprar novas diretamente do fabricante. Caso se queira investir, o governo nacional apoia pequenos empreendimentos e crédito rural e informações relacionadas podem ser obtidas no Banco do Brasil e/ou na secretaria de agricultura da sua cidade.

6) Adquira animais de instituições de ensino/pesquisa Como dito anteriormente os interessados devem procurar reduzir custos. Os animais vendidos por instituições de ensino das áreas de Zootecnia/Veterinária normalmente comercializam animais de boa genética a baixo custo. Compre machos e fêmeas de locais diferentes para melhorar a variabilidade genética da criação. Atualmente para a produção de animais para abate, vem se propondo a utilização de cruzamentos de diferentes raças e dentre elas pode-se destacar a raça Botucatu (melhorada geneticamente, desenvolvida na Unesp-Botucatu campus Lageado) que poderá ser cruzada com a Nova Zelândia Branca.

7) Veja qual o custo da sua alimentação e como poderá ser baixado Considerando que a alimentação responde por 60 a 70% dos custos em uma criação, o interessado deverá dar especial atenção a esse item, apontando respostas para as seguintes perguntas: quanto sairá para mim cada quilo de ração colocado em minha granja? Fornecerei volumoso e se sim qual será a espécie forrageira? É possível comprar uma quantidade fechada de ração que me proporcione algum desconto ou posso comprar essa maior quantidade a partir de uma compra coletiva junto a outros cunicultores? As rações que tenho disponíveis em minha região são de boa qualidade? Respostas claras a essas perguntas são essenciais para que se inicie a atividade com maior segurança. É possível dialogar com fábricas de ração e negociar quantidades fechadas a um custo mais baixo. Caso a fábrica de ração não tenha muita informação para a formulação da ração, poderá ser repassado a ela o Manual de Formulação de Ração e Suplementos para Coelhos, disponível gratuitamente em: http://www.acbc.org.br/images/stories/Formulao2.pdf.

Lembre-se que o diálogo é muitas vezes a chave do sucesso e neste sentido procure sempre ajuda técnica de especialistas ou de cunicultores mais experientes e sempre ajude a outros que buscam por novas informações. A união é necessária para crescimento mútuo.

 

4) Artigo de extensão em cunicultura

INGREDIENTES ALTERNATIVOS NA NUTRIÇÃO CUNÍCULA NO BRASIL

Clique aqui para baixar esse artigo em PDF

 

 


 

Última atualização em Qui, 10 de Agosto de 2017 13:34