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Ter, 01 de Setembro de 2015 09:28

A EQUIPE DA RBC INFORMA QUE A FORMATAÇÃO DOS TEXTOS

DESCRITOS ABAIXO NÃO É A MESMA DOS EDITORES DE TEXTO

USUAIS E QUE PODE ESTAR DESCONFIGURADA.

PEDIMOS DESCULPAS POR ESSE INCONVENIENTE.

 

Sumário da Revista Brasileira de Cunicultura,v.08 , n° 01,

Setembro de 2015

 

1) Editorial

2) Panorama de granja: Granja Bela Vista (SP) e Casa dos Coelhos e CIA (MG)

3) Nota técnica: Como fazer adubo a partir das excretas de coelhos

4) Padrões raciais: a) Fuzzy lop; b) Angorá

5) Artigo de extensão em cunicultura: Pesquisa de preferência, divulgação da atividade de cunicultura e mercado pet cunícula brasileiro.

6) Artigo científico I: Effect of dietary inclusion of purslane on performance and content of fatty acids in meat of growing rabbits (Efeito da inclusão dietética de beldroegas no desempenho e conteúdo de ácidos graxos na carne de coelhos em crescimento).

 

1) Editorial

Cordiais saudações a todos os colegas dos setores de ensino, pesquisa, extensão e produção em cunicultura no Brasil. É com grande prazer que apresentamos a oitava edição da Revista Brasileira de Cunicultura. Conseguimos recentemente a indexação da revista em Latindex e pretendemos futuramente melhorar sua classificação no sistema Web Qualis. Contudo, em concordância ao que foi definido na X reunião geral da ACBC, a Revista Brasileira de Cunicultura tem caráter informativo de todo o setor de cunicultura, além de publicar trabalhos científicos. Essa particularidade se manterá até que se tenha uma instituição nacional de produtores consolidada que possa realizar o trabalho de divulgação da atividade.

Como dissemos no editorial da sétima edição, a partir da ativação do serviço de "fale conosco" no sítio virtual, se pode perceber o quanto na atualidade a ACBC vem sendo importante para promoção e divulgação da cunicultura, recebendo e-mails diversos, principalmente de interessados em iniciar na atividade, os quais sempre são orientados a trabalhar de forma cautelosa e bem fundamentada. Todos os e-mails que nos chegaram foram rapidamente respondidos por nossa equipe a qual é formada pelo presidente, vice-presidente e secretário desta associação.

Atualmente a cunicultura busca seu reconhecimento no mercado e várias tentativas de melhoria do diálogo foram realizadas. Foram criados grupos de comunicação instantânea dentre outras ferramentas. Embora uma tentativa de formação da associação nacional de produtores tenha ocorrido em 2014, aquele grupo não levou adiante a proposta. Outro grupo, formado por cunicultores mineiros e sul riograndenses iniciaram em 2015 a construção de uma nova proposta, que infelizmente tem perdido força. Já em Minas, alguns cunicultores vem se organizando a fim de começar os trabalhos de uma nova associação estadual.  A efetivação da associação nacional bem como de pequenos grupos locais serão de fundamental importância para o desenvolvimento desta atividade.

Neste oitavo volume da RBC trazemos um trabalho de extensão, realizado com a colaboração de dezenas de pessoas, dois novos padrões raciais (Fuzzy lop e Angorá), um artigo científico, informações sobre as granjas Bela Vista (SP) e Casa dos Coelhos e CIA (MG),  bem como uma importante nota técnica que discorre sobre o uso do esterco de coelhos.

Agradecemos a todos os autores dos trabalhos, aos revisores e a outros que sempre colaboraram de forma direta ou indireta para que essa revista alcançasse a sua oitava edição.


Atenciosamente


Luiz Carlos Machado

Coordenador da Equipe Editorial

Presidente da ACBC

 

 

2) Panorama de granja

Granja Bela Vista

Histórico

Laerte Tvardovskas e Helena Mattana Saturnino, casados há 34 anos, fundaram a Granja de Coelhos Bela Vista, situada em Campo Limpo Paulista - SP.

 

Desde muito cedo Laerte adquiriu o gosto pelos animais e pela natureza: seu pai lituano e sua mãe húngara produziam animais para consumo da família. Seu pai possuía uma criação de canários frisados parisienses e cultivava mais de 200 espécies de orquídeas. Aprendeu com seus pais europeus a criar coelhos e a consumir esta carne.

Já Helena nasceu em Minas Gerais e passou grande parte de sua infância na fazenda de seu pai, onde eram produzidos bovinos, eqüinos, mel de alta qualidade, entre outros produtos.  Deste modo ela adquiriu amor e gosto no trato com animais, o que a tornou elemento fundamental para o sucesso da Granja de Coelhos Bela Vista.

Laerte possui uma experiência de mais de 20 anos no ramo da propaganda e marketing, tendo fundado sua própria agência em 1973. Paralelamente a este trabalho, ele e sua esposa Helena, formada em Educação Física pela UFMG, começaram a criar coelhos em uma fazenda situada em Miracatu – SP, em 1980. No ano de 1982 o casal decide transferir a Granja de Coelhos Bela Vista para a cidade de Campo Limpo Paulista, cidade de 70.000 habitantes a 50 km da capital de São Paulo, onde se situa até hoje.

Em 1991 Laerte decide, por opção, deixar sua agência de publicidade e dedicar-se integralmente a criação comercial de coelhos, partindo para a área rural também com a intenção de dar uma melhor qualidade de vida à sua família. Desde então, a Coelho Bela Vista direcionou-se para a área de produção de reprodutores e matrizes de alta qualidade.

 

TRABALHO ATUAL

Além de diversas raças, Laerte e Helena desenvolveram um coelho híbrido e reprodutivo com o nome Bela Vista. Em seguida começaram a ministrar cursos, oferecer assistência técnica gratuita e orientação comercial aos criadores de coelhos. Também desenvolveram uma linha de acessórios exclusivos como gaiolas, bebedouros automáticos, ninhos personalizados e descansos de madeira: todos os produtos testados e aprovados na própria granja e por nossos clientes. Atualmente a Granja Coelho Bela Vista produz também coelhos anões destinados à estimação, coelhos gigantes e outras raças.

Através de sua grande experiência, Laerte e Helena há mais de 20 anos dedicam-se a treinar pessoas que pretendem entrar no ramo da cunicultura. A Granja Bela Vista preocupa-se com o novo criador e especializou-se não somente em oferecer cursos e vender matrizes e reprodutores, mas também em auxiliar gratuitamente seus clientes em tudo o que for preciso para que obtenham sucesso!

A filosofia de trabalho da Bela Vista está baseada nos seguintes pilares: honestidade, qualidade, atendimento e Know-how. A granja já produziu mais de 25.000 matrizes e reprodutores selecionados, tatuados e com filiação completa, o que é um certificado de garantia para todos os clientes.

 

Como a Bela Vista sempre está inovando, neste ano foi criado o S.O.S. COELHOS, um serviço gratuito que tira com rapidez as dúvidas dos criadores via e-mail ou por telefone, ajudando a solucionar problemas de modo prático e eficiente.

 

PRINCIPAIS ATIVIDADES

· Assistência técnica e orientação comercial

· Curso Personalizado (até 4 participantes) todos os dias da semana

· Projetos de galpões e instalações

· Estudos de viabilidade econômica

· Seleção de animais para plantel

 

PRINCIPAIS PRODUTOS

· Bicos automático – patente Bela Vista

· Gaiolas de arame galvanizado

· Ninhos com fundo de tela removível

· Rizomas de rami

 

· Apostila do Curso de Criação de Coelhos

 

 

Casa dos Coelhos e Cia

O hobby que virou um bom negócio

O início

A Casa dos Coelhos e Cia, nasceu como um hobby. No início era apenas uma coelha sem raça definida, ganhada, ainda filhote, a qual cuidavamos com todo amor e carinho. Um certo dia encontramos um macho, também sem raça definida, perdido na rua e o trouxemos para casa, e bem, como todos sabem, o coelho não é expert em matemática, mas sabe multiplicar de uma maneira fantástica e em pouco tempo a casa estava cheia de coelhos. Sem ter como cuidar de tantos animais começamos a vender os filhotes em casas de ração próximas da nossa casa, o que em primeiro momento, ajudava a pagar a ração que eles comiam. Posteriormente compramos mais uma coelha, depois outra, e outra, e começamos a abastecer as lojas dos bairros vizinhos com filhotes de coelhos e as encomendas não paravam, tinhamos em mãos um hobby, que embora nos desse um pouco de trabalho, sustentava-se, já que com a venda dos filhotes, comprávamos toda a ração consumida pelos animais e ainda sobrava dinheiro.

Um dia fomos fazer uma entrega em uma loja na região do Barreiro, em Belo Horizonte, onde vimos um coelho tão diferente e bonito, como nunca tinhamos visto, afinal, para nós naquela época coelho era tudo igual, pois só conheciamos o coelho comum ou sem raça definida, e aquele coelho, ao contrário dos que nós tinhamos, era minúsculo e tinha as orelhas voltadas para baixo, senso amor a primeira vista. Trouxemos então um casal para casa, e como o dono da loja não sabia nos dar maiores detalhes a respeito do coelho, recorremos ao google e descobrimos que aquele bichinho era uma das raças de mini coelho, o Holland Lop, e não somente isso, descobrimos também que haviam várias outras raças de coelhos que nem faziamos idéia que existiam. Uma dessas raças nos chamou a atenção de uma maneira especial, o Gigante de Flanders, pois nunca havíamos visto coelhos gigantes. Poucos dias depois estávamos chegando ao criatório que tinhamos visto pela internet, onde fomos muito bem recebidos. Os coelhos eram fantásticos e realmente Gigantes, e no meio dos gigantes haviam alguns coelhos que também nos chamaram a atenção mesmo não sendo muito grandes, mas tinham a forma de uma lebre e o pelo tão curto e macio quanto um veludo, o Castor Rex também era um animal fantástico, e neste dia a nossa criação aumentou consideravelmente.

 

Melhorando a criação

Depois disso não paramos mais, onde havia uma raça coelho que não tinhamos, era viagem marcada e pé na estrada. Percorremos mais de 1000 km pelo estado de São Paulo, visitando diversas granjas cunículas na capital e interior, onde conseguimos várias raças novas além de aprender muito sobre a criação. Buscamos também muito conhecimento através de livros. Contamos também com o apoio do pessoal da UFMG, onde podemos participar da disciplina de produção de coelhos. Por indicações buscamos animais no Rio Grande do Sul, o qual era muito longe de Belo Horizonte (praticamente dois mil km)e deveria ser feito de carro pois é complicado e caro trazer muitos animais por avião. O jeito foi respirar fundo, preparar o espírito e pé na estrada, foi uma viagem um tanto quanto cansativa, mas valeu a pena, além de coelhos muito bons, como ainda não tinhamos visto, fomos muito bem recebidos em todos os lugares que passamos e até aprendemos a tomar chimarrão. Além dos animais, começamos a vender também alguns produtos relacionados a coelhos.

 

Resolvendo alguns problemas

Como tudo na vida, a cunicultura também não poderia ser feita somente de coisas boas, e nesse percurso acabamos também por encontrar problemas como; dificuldades com as instalações inadequadas, rações de baixa qualidade que influenciaram drasticamente no desenvolvimento do plantel, doenças que embora simples acabaram por nos dar trabalho por não sabermos como tratar. Conhecemos a ACBC encontramos muitas informações úteis e práticas sobre tudo que precisavamos para criar os coelhos da melhor maneira possível. Depois disso cursamos o curso de criação de coelhos na UFV e ganhamos algumas mudas de rami, o que plantamos e  logo tínhamos uma boa produção que ajudou muito a complementar a alimentação dos coelhos.

Com base em tudo que aprendemos, estamos reestruturando nosso criatório, compramos mais de 200 gaiolas próprias para coelhos, fizemos um galpão, onde estamos instalando as gaiolas suspenças, bebedouros automáticos, valas de coleta das fezes e urina, ninhos mais adequados para as coelhas, porta feno, descansos de patas para maior conforto dos nossos animais, e vários outros investimentos para melhorar cada vez mais a qualidade de vida dos coelhos. Atualmente a Casa dos Coelhos e Cia conta com uma das maiores variedades de raças do estado e sempre primando pela excelência do nosso plantel. Podemos também afirmar que mais do que um negócio, criar coelhos para nós é uma paixão, com um desejo continuo de sempre querer mais e melhor.

 

3) NOTA TÉCNICA: Como fazer adubo a partir da excreta de coelhos.

Para baixar essa nota técnica com fotos e laudos de análise,clique aqui.

Por: Irany Sola Zolin – Cunicultor e Médico Veterinário

Cunicultura Chimango do Eldorado - RS

 

As excretas dos coelhos, embora não tenham geralmente um correto aproveitamento, pode ser uma boa fonte de renda na propriedade. Um manejo adequado deste material adicionado de minhocas vermelhas californianas produzem humos de alta qualidade, constituindo de excelente fertilizante.

A experiência a seguir foi obtida na cunicultura Chimango do Eldorado – RS, a qual conta com um número médio de 200 animais, onde são extraídos aproximadamente 1.500 kg de adubo a cada 4 meses. Foram construídos três quadros de 3x3m com blocos de cimento de aproximadamente 40 cm de altura, de forma que sempre houvesse paredes contíguas (figura 03). Essas paredes divisórias devem manter pequenas perfurações.

O piso deve ser de terra batida. Não se deve vedar o piso com tijolos ou cimento para a drenagem perfeita do excesso de água. Se indica evitar a incidência de sol pleno e contínuo. Caso existam muitos pássaros (principalmente sabiás e bem-te-vis) se recomenda cobrir com uma tela, pois a procura das minhocas é muito grande podendo haver um desequilíbrio na população de minhocas.

Após a remoção da escreta depositada sob as gaiolas para um destes espaços,  se adicionam minhocas californianas. Para uma área de 3x3, um litro de minhocas é o suficiente (esta será a quantidade inicial,  pois se o manejo for correto NUNCA MAIS, faltaram minhocas)

Sobras de matéria orgânica (frutas, cascas, folhas etc) podem ser adicionadas. Não se deve esquecer de manter o local bem úmido e fresco. Em aproximadamente 3 meses o material estará completamente convertido em húmus. Não é necessário catar as minhocas para adicioná-las ao novo lote de adubo. Em dois ou três dias elas migrarão para o novo compartimento através dos furos das paredes divisórias.

Na cunicultura Chimango do Eldorado, como esta área de compostagem ficava muito próxima ao coelhário, as minhocas invadiram a parte abaixo das gaiolas, iniciando seu trabalho (isto contraria um conceito que diz que minhocas não sobrevivem em "adubo verde", devido à elevação da temperatura).

Após a obtenção dos húmus é recomendado peneirá-lo, pois melhora a forma de apresentação para a venda. Pode-se dispor de duas formas de apresentação, sendo sacos de 5 e de 15kg.

 

 

 

 

4) PRADRÕES RACIAIS

MATERIAL ELABORADO A PARTIR DA COLABORAÇÃO DE

BERILO SE SOUZA BRUM JUNIOR - ZOOTECNISTA, PROFESSOR DA IF FARROUPILHA CAMPUS JÚLIO DE CASTILHOS

FELIPE NORBERTO MARTINS - ZOOTECNISTA, DOUTORANDO EM ZOOTECNIA PELA UFMG

IRANY SOLLA ZOLIN - MÉDICO VETERINÁRIO, ASSOCIAÇÃO SUL RIOGRANDENSE DE CUNICULTORES
LUIZ CARLOS MACHADO - ZOOTECNISTA, PROFESSOR DO IFMG CAMPUS BAMBUÍ
MAÍSA MELO HÉKER - ZOOTECNISTA, DOUTORANDA EM ZOOTECNIA PELA UNESP
WALTER MOTTA FERREIRA  ZOOTECNISTA, PROFESSOR DA EV-UFMG

YURI GENARO JARUCHE - ZOOTECNISTA, MESTRE EM ZOOTECNIA

 

A) FUZZY LOP

 

FUZZY LOP

Foto 1. Animal Fuzzy Lop premiado durante a Expointer 2015

Origem: EUA; Aptidão: Estimação; Pelagem: Muito densa, mas não lanuda ou do tipo Angorá. Não deve ser nem muito denso ou muito sedoso; Cor: todas as cores e padrões são admitidos, desde que conjugadas com a cor branca; Comprimento do pêlo: Médio a semi-longo (2,5 a 5,0cm); Tamanho: pequeno; Peso adulto: 1,8 kg; Cabeça: Aparência de uma esfera, mas com a face plana. Seu pescoço não deve ser muito evidenciado; Olhos: redondos, brilhantes e vivos; Orelhas: Caídas com cerca de 2,5cm abaixo da mandíbula; Tronco: Deve ser compacto, com largura igual à altura do ombro e quadris. A coluna vertebral não deve ser destacada do quadril (ossos não evidenciados). O corpo deve ser suave e bem musculado; Membros: Apenas não devem aparentar ossaturas pronunciadas; Unhas: De acordo com a cor da pelagem; Cauda: Ainda não definido, não podendo ser torta ou inexistente.

Histórico

A Associação Americana de Criadores de Coelho (ARBA) reconhece a raça chamada “American Fuzzy Lop” ou “Fuzzy Lop” como os coelhos peludos de orelha caída. Segundo o American Fuzzy Lop Rabbit Club esta raça teve origem quando criadores da raça Holand Lop resolveram criar diferentes padrões de cores. Dessa forma, acasalaram Holand Lop com animais da raça Angorá Francês em 1981. Foi descoberta quando em sua criação Patty Greene-Karl, descobriu o surgimento dos filhotes da raça Holland Lops, que são muito parecidos com os Fuzzy Lop e através deles começou a fazer cruzamentos. A raça foi reconhecida em 1989, após cinco anos de cruzamentos para promover a uniformidade da mesma.

 

Características e índices produtivos

Os jovens não podem ser inseridos na classe adulta até completarem os seis meses de idade. O peso considerado ideal para um Fuzzy Lop é 1,6 kg, podendo haver exemplares de até 1,8 kg. Existem 75 características descritas na ARBA consideradas como standard de perfeição. O corpo deve ser compacto, com largura igual à altura do ombro e quadris. A coluna vertebral não deve ser destacada do quadril (não sendo evidenciados os ossos).  O corpo deve ser suave e bem musculado. A cabeça tem a aparência de uma bola redonda com uma face plana. É maciça na aparência e definida a meia altura, perto dos ombros. O pescoço dos Fuzzy Lop não é de todo evidenciado. As orelhas são retas e caídas até cerca de 2,5 cm abaixo da mandíbula.

Quando adultos, o pelo deve ser muito denso, mas não em excesso. O pelo necessita estar distribuído por toda a parte, proporcionando maior facilidade nos cuidados com o animal. O tamanho mínimo do pelo é de 2,5 cm chegando a 5,0 cm preferivelmente. O pelo do jovem é diferente do adulto: tem menos pelo, sendo mais macio. Esta suavidade pode causar entrelaçamento, sendo necessário mais cuidados para evita-los. Aos seis meses de idade o pêlo macio sofre muda e torna-se característico de um adulto. O animal adulto com o pêlo de um jovem pode ser desqualificado da competição.

Atualmente, há 19 cores aceitas no Fuzzy Lop, mas há outros tons encontrados. Ao comprar um animal com qualidade de competição, certifique-se de que tem a cor aceitável.

 

Penalidades e desclassificações

Possuir uma ou ambas as orelhas eretas. Apresentar pelagem sólida ou composta, mas sem presença de branco. Ausência de um ou mais membros ou órgãos do corpo; doenças clínicas ou subclínicas; anomalias; cegueira, surdez e/ou paralisia, sejam elas totais ou parciais; prognatismo, retrognatismo ou desvio lateral da mandíbula; peso fora do mínimo e do máximo permitido; orelha (s) torta (s) ou desproporcionais ao corpo; ausência pontual de pelos; olhos e unhas que não acompanham a coloração da pelagem; pelagem sem aveludamento; pelos maiores do que o máximo permitido.

Curiosidades

 

· Os Fuzzy Lop são julgados como “Broken Class”, significando por isso que todas as cores são aceitas no standard da raça, desde que combinadas com o branco.

 

 

B) ANGORÁ

 

ANGORÁ

FOTO 1 – Coelho Angorá premiado durante a EXPOINTER 2015

Origem: Turquia (melhorado na Inglaterra); Aptidão: Pelo; Pelagem: diversas, sendo a branca de melhor valor comercial; Comprimento do pelo: Longo (maior que 8cm), dirigido naturalmente, não caindo, oferecendo ao animal o aspecto arredondado; Tamanho: Médio à gigante; Peso adulto: Macho: 4kg e Fêmea: 4,7kg, Cabeça: proporcional ao corpo, traços fortes e arredondada; Olhos: De acordo com a pelagem, sendo despigmentados nos animais brancos (rosáceos ou vermelhos); Orelhas: Curtas, eretas em “v”, sendo que algumas variedades apresentam tufos de pelos na porção terminal; Tronco: Cilíndrico; Membros: Musculatura pouco desenvolvida; Unhas: Acompanham a cor da pelagem; Cauda: Inserção vertical, pouco visível.

Histórico

Convencionalmente, estes coelhos são classificados entre as primeiras raças domésticas, porque é uma das raças mais antigas e é pioneira nas chamadas “coelhos de capricho” (antigo nome para coelhos de estimação).

Acredita-se que o Angorá teve sua origem em Ankara, na Turquia, centenas de anos atrás. Ainda que não exista prova definitiva disso, nota-se que outros animais de pelo longo, como cabras, ovelhas, gatos e camundongos são atribuídos também à Turquia. Aceita-se que foi evoluindo na Europa Mediterrânea, sendo suas características fixadas na França e finalmente melhorado na Inglaterra.

Características e índices produtivos

Uma das únicas raças produtora de pelos, sendo que estes podem atingir até 20 cm de comprimento quando os animais forem bem nutridos, selecionados e penteados. Tem como característica principal os pelos longos, finos, sedosos e brilhantes. Com manejo correto podem chegar a produzir entre 300 e 500 g de pelo por ano, com três ou quatro tosquias anuais. Os pelos são isolantes térmicos, dez vezes superiores as lãs de carneiro, com alto índice de impermeabilidade e menor peso específico. O pequeno diâmetro (aproximadamente 11 µm ou micras) e a longitude dos pêlos são fatores atrativos para a indústria têxtil. Animais com tufos de pêlos nas extremidades das orelhas produzem pêlos de melhor qualidade, ressaltando que as fêmeas  são melhores produtoras. Contudo, animais desta raça, necessitam de alguns cuidados particulares, tais como; evitar manchas ou sujeiras nos pelos; depilar as fêmeas quinze dias antes do parto para os láparos conseguirem mamar; pentear os animais em produção uma vez por semana, no mínimo, sendo que o pente necessita atingir a base de implantação; tosquiar em média, de três em três meses. Higiene e tempo serão necessários para criá-los. No Brasil, o mercado de pelos é muito restrito e 1kg de pelo pode custar cerca de U$ 30,00.

Penalidades e desclassificações

Seu aspecto geral deve ser quase tão redondo quanto possível, assemelhando-se à forma esférica. Alguns exemplares podem aparentar forma de pera, cabível de penalidades, caso o problema não seja o crescimento assimétrico de pelos, pois então possuem espaldas estreitas. É desclassificatório ausência de um ou mais membros ou órgãos do corpo; doenças clínicas ou subclínicas; anomalias; cegueira, surdez e/ou paralisia, sejam elas totais ou parciais; prognatismo, retrognatismo ou desvio lateral da mandíbula; peso fora do mínimo e do máximo permitido; orelha(s) torta(s), caída(s) ou desproporcionais ao corpo; ausência pontual de pelos; olhos e unhas que não estão de acordo com a coloração da pelagem; pelagem sem aveludamento. Importantíssimo destacar que para julgamentos os pelos devem ser tão compridos quanto possível (de 12 a 18 cm), não sendo permitido animais com pelos inferiores à 8cm, fino, liso, sedoso, denso, suave ao toque, não permitindo observar qualquer porção da pele do corpo. A falta de cuidados acentuados com os pelos dos animais é plausível de desclassificação.

Curiosidades

· A cidade de Ancara foi fundada pelos Hititas a 1200 a.C., que lhe chamaram de Ankuwash. A partir do século IV a.C. os gregos chamaram-lhe Ancira, que significa "âncora", um nome também usado pelos Romanos e Bizantinos. Mais tarde, foi conhecida na Europa durante séculos como Angorá, Ângora ou Angora. Em turco foi também conhecida como Engürü;

· O Angorá Inglês apresenta também alguns adornos chamados tufos nas orelhas. Consistem em porções lanosas crescidas nas extremidades das pontas das orelhas e na parte frontal dos pés. Nessa variedade elas são indicadores de melhor qualidade do fio da lã de Angorá.

· As roupas confeccionadas com a lã de Angorá, segundo a medicina oriental e parte dos estudos da medicina ocidental, possuem ação medicamentosa tópica para reumatismos e artrites.

· A escovação dos pelos do Angorá deve ser, preferencialmente, diária. Caso o penteado seja desleixado e os pelos encontrarem-se úmidos, é comum o formato de “dreads” nas camadas superiores da pelagem dos animais;

· Após a tosquia, os animais não ficam completamente sem pelos, pois conservam os chamados “sub-pelos ou borra”;

· O fator lanudo, característica hereditária a qual o animal produz pelos longos mas de baixa qualidade, não pode ser confundida com os pelos de Angorá;

 

· As três variedades de Angorá diferem pelo tamanho, peso e crescimento de pelos faciais. O Francês é o menor e mais leve (3,0 kg), sem crescimento de pelos longos na face (com exceção do penacho). O Inglês é médio, pesando cerca de 4,0 kg e o crescimento de pelos longos na face é acentuado nas bochechas e inserção das orelhas. O alemão é considerado uma variedade gigante (atingem acima dos 6,0 kg) e os pelos de sua face crescem em mesma proporção ao restante do corpo.

 

 

5) Artigo de extensão em cunicultura

PESQUISA DE PREFERÊNCIA, DIVULGAÇÃO DA ATIVIDADE DE CUNICULTURA E MERCADO PET CUNÍCULA BRASILEIRO

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6) Artigo científico I

EFFECT OF DIETARY INCLUSION OF PURSLANE ON PERFORMANCE AND CONTECT OF FATTY ACIDS IN MEAT OF GROWING RABBITS

(EFEITO DA INCLUSÃO DIETÉTICA DE BELDOEGAS NO DESEMPENHO E CONTEÚDO DE ÁCIDOS GRAXOS NA CARNE DE COELHOS EM CRESCIMENTO).


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Última atualização em Qui, 10 de Agosto de 2017 13:36