v.3, n.1, (2013) PDF Imprimir E-mail
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Sex, 12 de Abril de 2013 16:58

 

Sumário da Revista Brasileira de Cunicultura,v.03 , n° 01, Abril de 2013

1) Editorial

2) Nota técnica: a) Nota Técnica – Coelhos pet, de estimação, mini, pequenos, anões... Acaso isso tudo significa a mesma coisa ou não?

3) Artigo Científico I: Efeito de dietas simplificadas sobre características seminais de coelhos

4) Artigo Científico II: Utilização de dietas simplificadas à base de forragens sobre a digestibilidade e desempenho de coelhos da raça Nova Zelândia Branco

5) Artigo científico III: Estimulação tátil em mini coelhos e seus efeitos no comportamento e desempenho

6) Artigo de revisão bibliográfica: Bem estar de lagomorfos

7) Pesquisa de Mercado: Resultados da pesquisa em cunicultura: seguimento abate

 

1) Editorial

Chegamos ao terceiro volume da RBC. Desde o final de 2012, o setor de cunicultura, em alguns estados, vem apresentando alta instabilidade e incerteza. A cautela é uma palavra de extrema importância para os cunicultores. Com todas as dificuldades, a cunicultura persiste em diferentes sistemas produtivos, seja para consumo próprio, para venda a restaurantes particulares ou para venda a frigoríficos. Esperamos que em breve o mercado de abate volte a crescer. Não podemos esquecer que neses momentos o diálogo entre os elos da cadeia produtiva é fundamental para levantar e discutir os problemas, buscando sempre o apontamento de soluções. 

O mercado de coelhos de companhia, que é um seguimento de extrema importância para a cunicultura nacional, vem crescendo muito, já existindo hoje inclusive salão de estética animal especializado em coelhos.

O conhecimento da situação atual do setor é de extrema importância para discussão e resolução de problemas. Parabenizamos o cunicultor Edson Ruiz pela pesquisa realizada referente ao setor abate. Os dados obtidos nessa pesquisa são aqui disponibilizados.

Esperamos que as informações apresentadas neste terceiro volume sejam importantes para os que buscam informações para iniciar no ramo produtivo, para a pesquisa, ou mesmo para ampliar todo o conhecimento já registrado dessa importante espécie doméstica.

Luiz Carlos Machado

Coordenador da equipe editorial

Presidente da ACBC

2) Nota Técnica

 

Nota Técnica – Coelhos pet, de estimação, mini, pequenos, anões... Acaso isso tudo significa a mesma coisa ou não?

Essa nota técnica, com os desenhos originais, pode ser melhor visualizada em: http://www.acbc.org.br/images/stories/NT2.pdf

Por: Yuri De Gennaro Jaruche, Zootecnista pela UFMG e Mestrando em Produção de Não-Ruminantes pela UEM, enfoque em Cunicultura.

Endereço de contato: Rua Mandaguarí, n°198, ap.401, Bairro Jardim Universitário, Cidade de Maringá, Paraná (PR)

Celular 1: (031)8456-2654; Celular 2: (044)9839-7976; e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Maringá – PR, 28 de março de 2013

 

.....NÃO! Você pode ter um coelho pet que é de estimação, mas se ele for grande então ele deixa de ser pet mas não de estimação, mas com certeza não é pequeno. Caso tenha um coelho pequeno que não é de estimação, assim mesmo ele é classificado como um pet e ao mesmo tempo é um mini-coelho, mas não é anão, de maneira alguma. Porém, se possuir um coelho anão que também não é de estimação, ainda assim será pet e considerado mini. Agora, um coelho de médio porte, independente se for de estimação ou não, nem sempre será um peou um mini e, consecutivamente, não poderá chama-lo de anão, exceto se apelidado de “anão”. Resumindo: nem todo pet é mini, mas todo mini é anão e todo anão é pet porque é mini...Mas não necessariamente precisam ser de estimação, podendo ser pequeno ou não!

Será que você conseguiu entender tudo ou parte do que foi falado acima? Sim!? Parabéns, você entende perfeitamente os conceitos da cunicultura pet e consegue conversar de forma clara sobre esse assunto. Acho que até estou falando com um especialista. Não!? Entendeu apenas parte ou nada disso. Sem problemas! Essa nota técnica foi elaborada justamente para você! Leia com atenção e também entenderá!

Coelho: parece desnecessário escrever isso, mas sempre que alguém estiver expressando-se sobre ‘coelho’, sem especificar-se, por lógica, estarão referindo-se ao animal da espécie “Oryctolagus cuniculus”, coelho domesticado que tem sua origem principal na Europa e que possui 22 pares cromossômicos. Para um entendimento mais simples, são os coelhos domésticos, aqueles encontrados nas feiras agropecuárias, pet shoppings, fazendas, chácaras, sítios, entre tantos outros estabelecimentos. Estes coelhos possuem mais de 50 raças e 150 variedades diferentes. Um coelho pode ser pet, de estimação, mini, pequeno e/ou anão.

Coelho de estimação: por se tratar de um coelho e não especificar a espécie, trata-se do coelho doméstico. Um animal de estimação, também denominado como mascote, é um animal doméstico ou em domesticação, selecionado para o convívio mais íntimo com os seres humanos, sejam por questões de companheirismo ou divertimento.

Isso não significa que essa seja a sua única função em nossa sociedade. Tomemos o cão como exemplo. O cão, na maioria dos lares, é usado quase que exclusivamente como companhia. Sabemos que existem cães de caça, de guarda, de resgate, de transporte, de deficientes, entre outros. Cada raça de cão tem uma ou mais de uma dessas aptidões. O cão da raça Pastor Alemão é um cão com aptidões para protegermos ou proteger nossa residencia contra mal feitores, sendo assim é considerado como um cão de guarda. Um Pastor Alemão da polícia federal continua sendo de guarda e executa essa função perfeitamente, mas não pode ser considerado de estimação, porque não possui um dono específico, não pode residir junto ao seu tratador e normalmente, não possui aptidão para isso, pois é treinado para combater ladrões e não para brincar com pessoas. Já o seu Pastor Alemão, mesmo executando a tarefa de guarda, ele é considerado de estimação, pois além de possuir você como dono, ele e você residenciam o mesmo estabelecimento e você o reconhece como um colega, amigo ou mesmo membro da família.

Os coelhos seguem a mesma linha de raciocínio. Os coelhos, assim como os cães, possuem aptidões. Aptidão para carne, pele, pelo, reprodução e/ou companhia. Coelhos com aptidão para companhia foram selecionados, única e exclusivamente para residenciarem nos lares familiares como mascotes. Os coelhos sem essa aptidão podem ser animais de companhia, porém, muitos não possuem temperamento dócil nem criam laços afetivos com seus donos. Ainda assim um coelho que têm um dono ou mais, que residencia junto com seu tratador, independente se há um lugar específico para ele ou não, é considerado como um coelho de companhia, tendo ele essa aptidão ou não, pois para ser considerado como de companhia, basta seu dono possuir um vínculo de intimidade maior com seu animal e não necessariamente o inverso. Você pode ter um coelho de estimação de porte gigante, que pesa 12Kg, com aptidão para reprodução e toda vez que tenta pegá-lo ele lhe arranha. Como outra pessoa pode ter um coelho de porte pequeno ou anão, pesando próximo de 1Kg e toda vez que ela chega perto do animal, ele corre de encontro para um abraço afável.

Mini-coelho: Podemos classificar as diferentes raças de coelhos segundo diversos critérios anatômicos e/ou morfológicos, tais como tamanho das orelhas (grande, média ou pequena), inserção delas no corpo (eretas em U, eretas em V, pendentes ou caídas), pigmentação dos olhos (pigmentados ou despigmentados), papadas (simples, dupla, tríplice, papada de avental, papada lateral, botão de macho), entre muitíssimas outras. Porém, existem algumas classificações consideradas principais, por considerarem os aspectos econômicos importantes. São quatro as principais: pelagem, comprimento dos pelos, aptidão e porte físico. O porte físico é subdivido em peso e tamanho, ambos com mais subdivisões. Tecnicamente, as subdivisões do tamanho dos coelhos são gigante, médio, pequeno e anão. Os tamanhos pequenos, anões e alguns médios podem ser agrupados num único conjunto de tamanhos, denominado mini. Ou seja, mini-coelhos, nada mais são do que os coelhos que possuem um dos tamanhos: anão, pequeno ou médio. Os coelhos médios somente são considerados mini se estiverem próximos do menor dos tamanhos exigidos pelo padrão da raça

Coelhos pequenos e anões: são duas subdivisões de tamanho que os coelhos possuem. Coelhos pequenos são maiores do que os coelhos anões e menores do que os coelhos de porte médio. Essas duas categorias são apresentadas em diversos livros e muito divulgadas no meio acadêmico, mas pouco difundida entre muitos cunicultores e criadores de coelhos, por isso, para muitos deles, coelhos anões e pequenos são as mesmas definições...Mas na verdade são subdivisões diferentes de tamanho. Ambas subdivisões estão na definição de mini-coelhos, mas é importante frisar que mini-coelhos representa um conjunto formado pelo agrupamento das três menores subdivisões de tamanho (anão, pequeno e médio).

Pet: Um dos conceitos mais difíceis de serem entendidos corretamente, tanto para coelhos quanto para qualquer outra espécie domesticada, pois, além de ser uma palavra com origem estrangeira, passou por muitas modificações de conceitos ao longo dos anos e, para dificultar ainda mais, não é empregada de forma igualitária por todas as pessoas.

Alguns entendem ‘pet’ como um animal ‘pequeno’, outros como ‘de estimação’ e mais alguns como ‘pequenos de estimação’. Todo coelho, independente do tamanho, quando comparado com cães e gatos, são do mesmo tamanho ou menores, e todo coelho pode ser considerado de estimação, como analisado na definição acima, sendo assim, todo coelho pode ser considerado ‘pet’.

Enquanto para a maioria das pessoas ‘pet’ é sinônimo de ‘estimação’, para as empresas de rações, ‘pet’ é sinônimo de ‘pequeno’, não pelo tamanho, mas por comerem pouco. Nesse sentido os filhotes de grande ou médio porte e todos os animais de pequeno porte, domésticos ou domesticáveis, são ‘pet’ para a maioria dos fabricantes de ração. Agora, ninguém afirma que os pintinhos de um dia são pet, mesmo comendo pouco, sendo pequenos. Por quê? A resposta mais provável seria por que não são de estimação.

Depois de todos esses questionamentos e informações, podemos definir um animal ‘pet’ como sinônimo de animal ‘pequeno e de companhia’. Pequeno entre as espécies animais e de estimação dentro da espécie. Para exemplificar essas palavras, tomemos como exemplo duas raças de cães: Doberman e Poodle. Todo Poodle, independente da categoria, é considerado como ‘pet’, mas somente os filhotes de Doberman são considerados ‘pet’.

Coelho pet: todo coelho é considerado pet, porque todo coelho é pequeno ou do mesmo tamanho quando comparados com cães e gatos e, teoricamente, todos podem ser de estimação. Mas é importante salientar que existe uma tendência em classificar quais coelhos são e quais não são ‘pet’. Por essa classificação, coelhos ‘pet’ seriam o sinônimo exato de mini-coelhos, ou seja, coelhos de menor porte físico, especialmente selecionados como animais de companhia. Porém, essa classificação ainda não é aceita por todos que possuem coelhos e no Brasil, como não existe uma cultura consolidada quanto ao consumo de carne de coelho, para a maioria dos brasileiros, todos os coelhos são animais de estimação, agravando a resistência ao consumo da carne das raças de corte, atribuindo à elas aptidões para companhia, o que não deveria ser feito nem pela logística comercial nem pelo âmbito comportamental, já que coelhos de corte ainda possuem alguns comportamentos defensivos dos seus antepassados, os coelhos selvagens, como arranhar.

 

3) Artigo científico I

EFEITO DE DIETAS SIMPLIFICADAS SOBRE CARACTERÍSTICAS SEMINAIS DE COELHOS

Para baixar o arquivo em PDF clique aqui

 

4) Artigo científico II

UTILIZAÇÃO DE DIETAS SIMPLIFICADAS À BASE DE FORRAGENS SOBRE A DIGESTIBILIDADE E DESEMPENHO DE COELHOS DA RAÇA NOVA ZELÂNDIA BRANCO

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5) Artigo Científico III

ESTIMULAÇÃO TÁTIL EM MINI COELHOS E SEUS EFEITOS NO COMPORTAMENTO E DESEMPENHO

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6) Artigo de revisão bibliográfica

BEM ESTAR DE LAGOMORFOS

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7) Pesquisa de Mercado

PESQUISA CUNICULTURA BRASILEIRA - SEGUIMENTO ABATE

Para baixar o arquivo da parte 01, em PDF, clique aqui

Para baixar o arquivo da parte 02, em PDF, clique aqui



 



 

 

 

 

Última atualização em Qui, 10 de Agosto de 2017 16:05