v.2, n.1, 2012 PDF Imprimir E-mail
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Seg, 20 de Agosto de 2012 19:22

Sumário da Revista Brasileira de Cunicultura,v.02 , n° 01, Setembro de 2012

1) Editorial

2) Relato de caso: a) Coelhos Araújo - SP

b) Granja dos Coelhos - RN

3) Nota técnica: a) Cuidados antes, durante e após o parto com a coelha e com a ninhada

b) Contenção correta de coelhos facilita o manejo e diminui estresse

4) Ciência traduzida: Estudo de características de tipo em coelhos da raça Nova Zelândia Branca no estado de São paulo.

5) Opinião: Panorama da cunicultura Brasileira

6) Artigo de extensão: Implantação da cunicultura como uma alternativa de produção de proteína animal para a comunidade carente de São João do Barro preto

7) Artigo Científico I: Qualidade de rações comerciais para coelhos em crescimento

8) Artigo Científico II: Polpa cítrica em substituição ao feno de alfafa em rações de coelhos em crescimento

9) Artigo científico III: Farelo de girassol em substituição ao farelo de soja em rações de coelhos em crescimento

10) Artigo de revisão bibliográfica I: Prática do bem estar na criação comercial de coelhos

11) Artigo de revisão bibliográfica II: Estado da arte da pesquisa em nutrição e alimentação de coelhos no Brasil

 

1) Editorial

É com muita satisfação que apresentamos o segundo volume da Revista Brasileira de Cunicultura. Há quase uma ano discutíamos a melhor forma de propor a RBC. Após madura decisão, optamos por construir uma revista mais ampla, que apresentasse não só pesquisas científicas mas também informações sobre o mercado de cunicultura.

Neste segundo número observamos grande crescimento do volume de material apresentado, havendo Três artigos científicos, artigo de extensão, artigo de revisão, opinião, notas técnicas, ciência traduzida bem como relato de caso. Acredito que esse material, bem como toda a RBC, será de fundamental importancia para colaborar no tão sonhado crescimento da cunicultura brasileira.

Luiz Carlos Machado

Coordenador da equipe editorial

Presidente da ACBC

2) Relato de caso: a) Coelhos Araújo

Em Capão Bonito, interior do estado de São Paulo, foi iniciada mais uma nova atividade familiar voltada para a cunicultura, o coelhário Coelhos Araújo, com capacidade produtiva para 70 matrizes.

A Coelhos Araujo é uma empresa familiar que surgiu após papo alheio sobre atividades possíveis para se montar em pequenas áreas rurais. Foi em março de 2011 que começaram as pesquisas sobre quais atividades eram possíveis de realizar, que não necessariamente exigia grande capital inicial e que seja rentável, sendo esse o ponto mais importante para qualquer inicio de Empresa. Para isso, utilizamos um método não muito novo, mas muito conhecido no empreendorismo, o Plano de Negócio. O que venha ser Plano de Negócio?

Simplesmente é você montar qualquer empresa ou atividade que deseja iniciar, no papel. Existem certas etapas para fazer como Analise de Mercado, Plano de Marketing, Plano Operacional, Plano Financeiro e Avaliação do Negócio, como diversos tipos e modelos, bem como incentivos e até software do SEBRAE para ajudar o empreendedor a iniciar sua empresa com maiores chances e consciente dos riscos e oportunidade a enfrentar. Sinceramente, se sua empresa não der lucro no Plano de Negócio, não vale a pena nem investir, com isso economiza tempo e dinheiro.

Quais os principais benefícios de se usar um PN para montagem de uma nova empresa?

· Economiza tempo e dinheiro;

· Oferece conhecimento mais amplo sobre atividade;

· As etapas são intercaladas, para ter maiores chances de sucesso precisa realizar todas as etapas com maior precisão possível.

· Às vezes nem toda ideia é uma oportunidade, você pode evitar falências ou prevenir riscos com alternativas de marketing por exemplo.

· Enfim, serve para qualquer atividade empresarial e tem um custo mínimo que hoje, onde podemos dizer que quase tudo se encontra no “Google”, fica bem mais fácil trabalhar, quando você coleta opiniões, conhecimentos técnicos, vivências da atividade de maneira global e instantânea.

Foi através de uma ideia com ajuda do Plano de Negócio que iniciamos a Coelhos Araujo, empresa familiar na atividade de cunicultura. Esperamos investir muito mais nos próximos anos e acreditamos no crescimento da cunicultura brasileira, atividade de baixo custo que deveria ser vista como uma das maneiras para se eliminar a fome e contribuir com a renda familiar, pois como todos os cunicultores já tem conhecimento, coelho é um animal com carne saudável, tem alta produtividade em pouquíssimo tempo, não precisar de muitos conhecimentos e espaço, servindo muito bem para agricultura familiar, associações e cooperativas.

Coelhos Araujo – Sociedade familiar entre pai e filho, que agora é entre pais e filho, minha mãe também pegou “paixão” pelos cuidados dos coelhos, essencial para qualquer atividade. Comenta Edson Ruiz, que dedica a seus pais Marcos e Fátima, esforço e presença essencial para iniciar a empresa.

Confira algumas imagens da construção do 1º galpão logo abaixo:

Maiores informações sobre modelo de plano de negócios acesse AQUI.

Outras informações: www.coelhosaraujo.com.br / www.facebook.com/CoelhosAraujo

 

b) Granja dos coelhos

Começamos a criar coelhos desde 1986 inicialmente pelo meu pai como hobby e terapia ocupacional, logo me interessei pela atividade, dedicando-me posteriormente onde fiz minha monografia no assunto, que gerou o livro A CUNICULTURA COMO ATIVIDADE PRODUTIVA E VIÁVEL.


Hoje buscamos a cada dia nos aperfeiçoar em conhecimentos além dos já adquiridos, através de cursos e treinamentos em outros Estados como SP/RS e MG, além da experiência do cotidiano, com a finalidade de atender melhor o nosso cliente.

Participamos além de Exposições Agropecuárias locais como a Festa do Boi, a qual iniciamos em 1988, AGROBRASÍLIA/DF 2010 conheci o Cláudio Duarte( Presidente da Associação de Cunicultores de Brasília, em 2011 fomos convidados a expor nossos animais em JARDIM DO SERIDÓ, interior do RN, após chegarmos da EXPOINTER/RS (Exposição Internacional de Animais).

Esta viagem foi muito rica em conhecimento e troca de experiência com outros cunicultores, estivemos 15 dias neste trabalho audacioso, corajoso, ultrapassando limites pessoais, por estar longe da família entre outros além da superação de muitas barreiras. Nesta luta em busca de conhecimento estivemos 5 dias na Expointer/RS, onde tive o privilégio de conhecer Dr. Walter Mota( Presidente da Associação Brasileira de ZOOTECNIA), entre outros criadores e expositores do evento, além de ter participado do 1º DIA DO CUNICULTOR, 5 dias em SP, pesquisando e conhecendo granjas e abatedouros de coelhos(Campo Limpo, Santo Andre e Salto do Pirapora), e mais 5 dias em MG, onde conheci em Bambuí e trabalho de Luiz Carlos Machado e a UFMG-Escola de Veterinária(Fazenda Experimental “Prof.Hélio Barbosa”, orientada pelo Dr. Walter Mota.

Fizemos nos últimos anos muitas pesquisas pessoalmente em alguns Estados como já citados, além de PERNAMBUCO, JOÃO PESSOA E CEARÁ, por serem mais próximos e ter uma demanda muito grande de pessoas interessadas em conhecer melhor a atividade para iniciar uma criação ou que já criam.

Temos também observado uma demanda muito grande de Salvador, Maceió, Aracaju, Belém, o Estado do Maranhão, além de Rio de Janeiro e São Paulo.

Com isso conhecemos pessoas e lugares diferentes interessadas em desenvolver esta atividade com fim lucrativo para suas rendas, e profissionais da área agropecuária em defasagem. Um dia esperamos que esta balança esteja equilibrada, como também que a população brasileira adquira o hábito do consumo desta carne, pois além de ser saborosa tem elevado valor nutritivo, de fácil digestão, e baixíssimo teor de colesterol, indicada em muitos regimes alimentares, indicada por médicos e nutricionistas para pessoas convalescentes em diversas enfermidades, embora a maioria da nossa população não tenha este conhecimento.

Temos um galpão com reprodutores e matrizes das raças Gigante de Flandes e Nova Zelândia nas cores branco, preto, vermelho, marrom além de Borboleta e Chinchila denominado de MATERNIDADE e outro que denominamos como O MUNDO DOS MINIS onde temos o Lion e Angorá nas cores branco,creme e vermelho, Bilier ou Lop conhecido por terem as orelhas caídas e Hotot, todo branco somente com os olhos pretos(como uma maquiagem).

Estamos ampliando nossa estrutura para um terceiro galpão mais amplo para atender e servir de suporte colocando a produção das matrizes dos 2 já citados anteriormente.

No momento estamos investindo em despesas com ração o equivalente a 20 sacos de 25kg, portanto 500kg mensais, pois barateamos os custos de produção uma vez que temos uma excelente produção de capim elefante roxo, um amplo plantio de rami que eles adoram, folhas de bananeiras e amoras pretas, variando diariamente entre um e outro.

Temos os animais necessários para quem desejar ser um futuro cunicultor, e que queira aprimorar-se na área e ser promissor em seu negócio.

Atendemos pedidos por encomenda com antecedência, ou animal a disposição no plantel no momento da compra.

Mais informações podem ser acessadas pelo site: http://www.granjadoscoelhos.com/

Algumas fotos:

 

 

 

 

3) Nota Técnica

a) Cuidados antes, durante e após o parto com a coelha e com a ninhada

Por:  Maria Paz Abraira López de Crespi

Professora do Instituto de Zootecnia da UFRRJ ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

 

A gestação das coelhas dura em média 30  dias. Durante a gestação a coelha precisa de conforto, tranquilidade, boa alimentação e água. Dois a três dias antes do parto deve ser disponibilizado um ninho com “cama” para que a coelha possa prepará-lo para os láparos recém-nascidos. Por isso é muito importante anotar a data da cobertura na ficha de controle zootécnico da coelha. O ninho pode ser colocado dentro da gaiola da coelha (ninho interno) ou pode ser acoplado por fora com uma abertura de comunicação com a gaiola ( ninho externo) que permitirá à coelha entrar para amamentar. O ninho externo facilita a observação da ninhada após o nascimento, diminui a mortalidade por esmagamentos e pode ser  aberto e fechado em horários pré estabelecidos para controle da lactação. A “cama” pode ser maravalha ou capim seco desde que sem contaminações ou cheiros estranhos.

No dia do parto a coelha fica dentro do ninho,  preparando-o para os filhotes: arranca pelo do ventre, mistura-o com a “cama”, uma vez que os recém-nascidos necessitam de uma temperatura de 30 a 32ºC nos primeiros dias de vida  já que nascem sem pelo e com os olhos fechados. A coelha por sua vez não fica dentro do ninho para aquecê-los. Ela não precisa, nem  deve ser ajudada durante o  parto que geralmente é rápido, durando em média 30 minutos e ocorre nas horas de menos luz. Após o parto a coelha se coloca sobre os láparos para que eles mamem.  As coelhas geralmente amamentam uma vez num período de 24 horas também nas horas de menos luz. Após a amamentação que dura 10 a 15 minutos as coelhas saem do ninho e ficam na gaiola descansando e desenvolvendo outras atividades.

Ao chegar a cunicultura e verificar que o parto já ocorreu e a coelha se encontra descansando na gaiola deve ser feita a revisão do ninho: verificar as condições do ninho, contar, pesar a ninhada, retirar os mortos e anotar na ficha  da coelha. Para revisar o ninho é preciso estar com as mãos limpas e sem cheiros estranhos, pois a coelha pode abandonar a ninhada se sentir cheiros estranhos no ninho. Se possível deve ser feito pelo tratador que habitualmente faz o manejo da criação. Quando nascem ninhadas muito pequenas (1 a 3) ou ou muito numerosas (mais de 10) recomenda-se  doá-los para outras mães que tenham menos de oito. Para que isso possa ser feito deve-se programar a cobertura de várias coelhas no mesmo dia ou em dias próximos sendo que a diferença de idade entre as ninhadas não deve ser mais de 72 horas. Deve-se doar  apenas  um filhote para cada mãe adotiva. Não se deve deixar cheiros estranhos nos ninho quando das revisões ou transferências de láparos.  As revisões do ninho deverão ser diárias para verificar as condições da ninhada e do ninho. Ninhos frios sujos e úmidos podem causar alta mortalidade, pois nos primeiros 15 dias de vida o ambiente dos láparos é o ninho e à coelha cabe somente amamentar.

Quando o ninho é interno ele pode ser retirado da gaiola da fêmea 20 dias após o parto se a ninhada estiver bem desenvolvida. Se o ninho for externo e a gaiola da coelha for pequena eles continuarão utilizando o ninho como abrigo até o dia da desmama.

Os láparos começam a se alimentar da ração da mãe por volta dos 18-20 dias, consumindo pequenas quantidades, o que vai aumentar com a idade, pois a produção de leite da coelha começará a diminuir.

Em criações comerciais que utilizem boas raças, boa alimentação e visando uma produção de 6 a 7 partos por coelha por ano, a desmama dos láparos poderá ser feita com 32 a 35 dias de idade.    Em criações caseiras, onde as coelhas não tem raça definida, a alimentação é feita com forrageiras, restos de horta, pouca ou nenhuma ração, produzindo 3 a 4 partos por ano a desmama é feita mais tarde, por volta dos 40 dias de idade.

Após a desmama os láparos serão alojados em gaiolas numa densidade que variará com o clima e com a idade de abate de 5 a 7 animais por 0,50m² de área de piso. Podem ser alojados por ninhada ou mistura de ninhadas. A idade de abate nas criações comerciais é feita aos de 70 a 80 dias de idade.

 

b) Contenção correta de coelhos facilita manejo e diminui estresse

Por: Yuri de Genaro Jaruche

Zootecnista, mestrado da UEM - ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

 

 

Entende-se por contenção o ato de imobilizar totalmente ou parcialmente o animal. Objetiva restringir ou reduzir suas atividades físicas com intuito de proteger o examinador da constância de seus arranhões e/ou esporádicas mordidas; facilita o exame físico e os procedimentos como apalpação do ventre, vistoria corporal, desembaraço de pelos, etc; proteger o animal da força excessiva e irritabilidade humana e evitar possíveis fugas dos coelhários.

Na grande maioria das vezes, ao evitarmos movimentos bruscos e precipitados, ganhamos a confiança dos coelhos, principalmente das matrizes e dos reprodutores, animais que permanecem maior tempo no rebanho.

Abaixo se descreve as possíveis contenções de coelhos apenas com o auxílio das mãos:

1 – Segurar por ambas orelhas. Nunca devemos segurar um coelho assim! Esse é o pior método de contenção que existe para o animal. Nesse tipo de contenção rompe-se os micro-vasos sanguíneos e em alguns casos os grandes vasos também, podendo ocasionar desde pequenos hematomas até a necrose total das orelhas, principalmente se os coelhos forem de porte gigante, estiverem em sobrepeso ou tiverem orelhas mais finas. Muitas vezes uma ou as duas orelhas se quebram, dificultando dessa maneira a troca de calor do animal com o ambiente. Apenas no momento do abate permite-se tal contenção, pelo fato de não depreciar a pele dos animais. Mas somente nesse momento;

2 – Segurar pela pele despregada da nuca. Apenas coelhos leves (anão, pequeno ou filhote de porte médio);

3 – Segurar com uma mão pela pele despregada da nuca e apoiar a garupa do animal com a outra mão. Recomendado para coelhos adultos de porte médio e acima ou coelhas gestantes;


4 – Com uma mão segurar as coxas do animal, apoiando o braço na lateral dele(a), e com a outra mão segurar a pele despregada da nuca. Recomendado para todas as categoria de coelhos quando for transportar-lhes em grandes distâncias. Necessita-se de experiência nessa contenção, mas é bastante confortável ao animal, sentindo-se até mesmo mais seguros, por imitar as tocas de coelhos;

5 – Segurar pelas laterais do lombo com uma mão, sem pressão excessiva. Apenas coelhos em fase de crescimento até 75 dias de idade pela localização dos rins serem nesses pontos de contenção;

6 – Cada mão segurará uma pata traseira e outra dianteira ao mesmo tempo, sem utilizar força extra para não machucar ou mesmo quebrar os ossos do animal. Essa contenção permite plena visualização do ventre, do focinho ou a possibilidade de castração nos machos (U.U);

7 – Com uma mão segurar, delicadamente, a virília do animal, apoiando o braço na lateral dele(a). Todas as categorias de coelhos podem ser contidas assim. É mais indicada e melhor para as coelhas gestantes ou quando for transportar os coelhos para grandes distâncias. Cuidado com as patas traseiras para não ser arranhado. Normalmente os animais não se debatem, pois é a posição mais próxima das tocas dos coelhos selvagens;


8 – Segurar com uma mão pela pele despregada da nuca, prendendo conjuntamente as orelhas, e com a outra mão segurar a pele da linha dorso-lombar. Apenas coelhos extremamente estressados ou bravios que serão levados em pequenas distâncias, pois toda a pele despregada agora se torna esticada e caso o animal se movimente sentirá desagradável desconforto.

Caso seja inexperiente ou queira levar o animal em diferentes localidades, existe a possibilidade de se enrolar o animal em um pano qualquer. É comum a utilização das barras inferiores de calças jeas para raças de porte médio, pois ficam bem justas nos animais e dificultam seus movimentos.

 

4) Ciência traduzida

Artigo: Estudo de características de tipo em coelhos da raça Nova Zelândia Branca no Estado de São Paulo

Autores: Aderbal Cavalcante Neto, Jeffrey Frederico Lui, Maria

Norma Ribeiro, Fernanda Chaim Malavolta, Janaina Galvão Coelho

Caatinga (Mossoró,Brasil), v.19, n.1, p.76-81, janeiro/março 2006. www.ufersa.edu.br/caatinga

Por: Yuri de Jenaro Jaruche

Zootecnista, mestrado da UEM - ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

 

Quando um coelho da raça Nova Zelândia Branco pesar X gramas, qual será o tamanho das suas diferentes conformações físicas?

Os autores deste trabalho tentaram correlacionar algumas características de conformação dos coelhos Nova Zelândia Branca (NZB) com seus pesos corporais para possibilitar melhor descrição corporal da raça. Em outras palavras, quando o coelho NZB for pesado, qual será o tamanho de sua paleta ou do seu peito ou de outro corte comercial? Para conseguirem fazer esse experimento eles escolheram medir com uma fita métrica o comprimento do corpo (CC), o comprimento da orelha (CO), a altura da cernelha (AC), a altura da garupa (AG), o perímetro torácico (PT), e o perímetro ventral (PV) dos coelhos. Essas medições são importantes porque indicam o rendimento de carcaça e a capacidade digestiva e respiratória. Foram escolhidas partes fáceis de serem medidas. No Brasil esse estudo já foi feito com diversas outras espécies de produção, todavia, para coelhos as informações são escassas e, por isso, o trabalho foi importante.

Esses animais tiveram que ser criados de forma bem semelhante como nos coelhários comerciais, caso contrário, os resultados dessa pesquisa não poderiam ser usados nas granjas. Sendo assim, todos os láparos nasceram em ninhos dentro das gaiolas convencionais, mamando até os 30/35 dias de idade, recebendo ração comercial, etc. Além disso, todos os animais tiveram que ser tratados de forma semelhante para não bagunçar o experimento e para todos se desenvolverem bem parecidos. Esse experimento ocorreu no setor de Cunicultura do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - Unesp, campus de Jaboticabal - SP.

As pesagens e as medidas foram feitas em cinco idades diferentes (30, 45, 60, 75 e 90 dias). Muitos foram os dados, porém, abaixo se resumem os principais resultados que podem ser usados na propriedade:

· Os animais mais pesados de 30 dias são maiores ou os maiores animais também são os mais pesados;

· Os animais mais pesados de 45 dias possuem maiores perímetros ventrais e torácicos ou os animais com maiores perímetros ventrais e torácicos aos 45 dias são também mais pesados;

· Os animais mais pesados de 60 dias possuem maiores perímetros ventrais e torácicos ou os animais com maiores perímetros ventrais e torácicos aos 60 dias são também mais pesados;

· Os animais mais pesados de 75 dias possuem maiores perímetros torácicos ou os animais com maiores perímetros torácicos aos 75 dias são também mais pesados;

· Os animais mais pesados de 90 dias possuem maiores perímetros ventrais ou os animais com maiores perímetros ventrais aos 90 dias são também mais pesados.

Três outras informações importantes foram observadas nesse trabalho! I) Em nenhuma das idades estudadas foi encontrada correlação negativa entre as medidas corporais e o peso corporal, assim, quanto maior o peso dos coelhos, maiores serão todas as outras medidas. II) Em todas as idades estudadas, o perímetro torácico e perímetro ventral apresentaram ótima correlação com o peso corporal. III) Altura da cernelha e altura de garupa não apresentam boa correlação com o peso corporal.

Sabendo-se disso, a(s) pessoa(s) responsável(eis) pela seleção dos animais no(s) coelhário(s) poderá(ão) selecioná-los em determinada idade, levando em consideração apenas uma ou duas características, pois, ao selecionar uma delas a outra terá correlação positiva. Trocando em miúdos, pode-se selecionar um coelho em determinada idade levando em consideração a característica que influenciará mais significativamente na outra, como é o caso do tamanho corporal em láparos de 30 dias, pois quanto maior for o animal, mais pesado ele também será. Dessa maneira, é mais provável que esse animal tenha uma genética superior aos demais, podendo imprimir maior crescimento e mais ganho de peso aos futuros láparos, sendo uma boa escolha como matriz de linhagem paterna ou um aguardado reprodutor.

Mais estudos, inclusive com outras raças de coelhos, devem ser realizados para compreendermos com maior exatidão os efeitos das correlações e, assim, contribuir nas seleções de matrizes e reprodutores.

 

5) Opinião

PANORAMA DA CUNICULTURA BRASILEIRA

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6) Artigo de extensão

IMPLANTAÇÃO DA CUNICULTURA COMO UMA ALTERNATIVA DE PRODUÇÃO DE PROTEÍNA ANIMAL PARA A COMUNIDADE CARENTE DE SÃO JOÃO DO BARRO PRETO

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7) Artigo científico I

QUALIDADE DAS RAÇÕES COMERCIAIS PARA COELHOS EM CRESCIMENTO

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8) Artigo científico II

POLPA CÍTRICA EM SUBSTITUIÇÃO AO FENO DE ALFAFA EM RAÇÕES DE COELHOS EM CRESCIMENTO

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9) Artigo científico III

FARELO DE GIRASSOL EM SUBSTITUIÇÃO AO FARELO DE SOJA EM RAÇÕES DE COELHOS EM CRESCIMENTO

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10) Revisão bibliográfica I

PRÁTICA DO BEM ESTAR NA CRIAÇÃO COMERCIAL DE COELHOS

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11) Revisão bibliográfica II

ESTADO DA ARTE DA PESQUISA EM NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO DE COELHOS NO BRASIL

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Última atualização em Qui, 10 de Agosto de 2017 16:15